A última rodada dupla do Campeonato Europeu de Fórmula Renault, realizada neste fim de semana em Monza, na Itália, não foi exatamente como planejava o brasileiro Patrick Rocha, mas serviu para confirmá-lo como um dos pilotos mais rápidos da categoria. Eliminado da corrida do sábado por uma manobra desleal do sul-africano Adrian Zaugg, Patrick terminou o ano como o autor da melhor volta da corrida de domingo, que foi vencida por seu companheiro de equipe, o japonês Kamui Kobayashi, que superou uma manobra ilícita do alemão Michael Ammermüller, sagrando-se campeão.
“Este fim de semana foi marcado pelas circunstâncias negativas”, refletiu Patrick. Prejudicado por uma bandeira vermelha quando tinha praticamente garantida a segunda posição no grid da corrida de sábado, o piloto carioca largou em 12º e era o sétimo quando levou uma batida lateral de Zaugg – que por essa atitude foi eliminado da última etapa do Campeonato Europeu e das duas do Italiano, que também disputava. Como largava em 11º na prova deste domingo, Patrick apostou que a pista secaria rapidamente e optou por pneus slick, mas a melhora do asfalto só se deu na 10ª das 13 voltas e só lhe restou registrar a melhor volta da corrida.
“Na corrida do domingo não posso me queixar de nada. Como largaria atrás, escolhi os pneus slick, mas foi a aposta errada. O que me revoltou foi a atitude do Zaugg no sábado, um descaramento”, revolta-se Patrick. “Quando sentiu que, mesmo estando por fora, eu o passaria na freada, ele simplesmente virou o volante na minha direção, oposta à da curva. O diretor de prova o excluiu imediatamente de todas as corridas do fim de semana, mas isso não me dá os pontos que eu conquistaria se fosse até o fim. Não chegaria no pelotão da frente, mas o quarto lugar já era uma certeza”, queixou-se o brasileiro, que nas duas só conquistou o ponto da melhor volta na prova de domingo.
“É pouco, mas a equipe sabe que eu não tive culpa e não podia fazer nada. Agora, eles querem conversar comigo sobre o ano que vem. Estão falando em disputar o Europeu de F-3 e a World Series by Renault, equivalente à antiga F-3.000, e me chamaram para fazer testes em dezembro. Vamos como as coisas se desenrolam, mas sei que tenho toda confiança deles”, afirmou Patrick.