Previsto como palco da sétima rodada dupla do Campeonato Europeu de Fórmula Renault, o circuito do Estoril, em Portugal, receberá as equipes que participam do torneio nestas quarta e quinta-feiras para mais uma sessão de testes coletivos. Entre elas está a italiana Prema, que tem como pilotos o brasileiro Patrick Rocha, o japonês Kamui Kobayashi e o francês Tom Dillmann. Nestes dois dias, os engenheiros da escuderia tentarão chegar a uma conclusão sobre os freqüentes comentários que sugerem diferença de potência entre os motores.
Vencedor absoluto das quatro primeiras etapas, partindo sempre da pole position, o alemão Michael Ammermüller, da equipe Jenzer, se firma como o favorito na disputa pelo título europeu. Mas suas performances nas etapas do campeonato italiano não são tão fortes – em oito etapas, conta três vitórias contra cinco de Kobayashi. Para alguns, a explicação é que, por ser italiana, a Prema conhece melhor as pistas de seu país, mas não conta com esta fora da Itália. Para Patrick Rocha, este teste será uma boa oportunidade para eliminar as dúvidas.
“O circuito do Estoril é campo neutro, não favorece ninguém”, afirmou o piloto carioca ao desembarcar em Lisboa. “Ninguém andou lá com os pneus deste ano, que são diferentes dos de 2004, o que força a revisão das regulagens. No fim dos dois dias, vamos ter uma idéia clara do que vai fazer um piloto ser mais rápido que o outro. Pode até ser uma questão de potência dos motores, mas como não se tem certeza de nada, o melhor é se concentrar no trabalho”.
Patrick acredita que a origem dos comentários seja a decisão da promotora do torneio, a Renault Sport, de aceitar no campeonato europeu apenas os motores preparados por duas empresas francesas – ao mesmo tempo em que continua aceitando os de outras preparadoras nos torneios nacionais. “É difícil acreditar que a Renault se arriscaria a adotar esta medida sem ter certeza de que não haverá favorecimentos. Mas como não se pode negar que o Ammermüller tem sido muito melhor no europeu do que no italiano, o correto é esperar para ver o que vai acontecer aqui. Eu prefiro me concentrar no meu carro, que apresentou uma vibração estranhíssima nas freadas nas duas últimas provas, em Valência. A equipe trocou um monte de coisas, mas como não encontrou nada errado, só vai dar para saber se está tudo certo na hora em que eu entrar na pista. Estou com os dedos cruzados”, afirma o brasileiro, admitindo sua preocupação.