A carreira do jovem piloto Daniel Serra, campeão da Fórmula Renault toma, a partir desta semana, rumos internacionais. O piloto de 21 anos segue nesta segunda-feira para a Itália, onde vai morar, e em abril estréia na Fórmula Renault Européia pela Escuderia CRAM Motorsport. Filho do tricampeão da Stock Car, Chico Serra, Daniel é uma das mais jovens promessas do automobilismo nacional e tem na temporada 2005 o grande desafio de se firmar como uma realidade. Serrinha é só otimismo para sua estréia em pistas internacionais. “Conheço muito bem o carro e a equipe me recebeu de braços abertos”, diz. “Aprendi muito na temporada passada, principalmente no conhecimento do funcionamento do carro e na parte psicológica e mental”.
A carreira de Daniel Serra no automobilismo nacional é marcada por três títulos em torneios nacionais de Kart, um vice-campeonato paulista e brasileiro de Kart, categoria novatos em 2000. Ano passado, correndo pela equipe Bassani Racing, Daniel fez sua melhor temporada na Fórmula Renault e conquistou o título, com 11 pontos de vantagem sobre Alan Hellmeister. Na época, Eduardo Bassani, proprietário da equipe, declarou: “Meu relacionamento com o Daniel foi excepcional. Ele é um piloto cerebral, menos emotivo que o pai e bastante consciente. Apesar da pouca idade, estava mais calmo do que eu”.
Nestes poucos anos de carreira, Daniel teve muitos incentivadores. “Meu pai e meus patrocinadores têm papel fundamental nisso tudo que acontece comigo hoje. O patrocínio da Bardahl, por exemplo, pelo terceiro ano consecutivo, viabilizou minha ida para a Fórmula Renault Européia. Devo muito a essa empresa”, diz. Longe de casa, o jovem piloto da CRAM diz que toda a experiência adquirida no Brasil foi fundamental para começar uma carreira internacional.
Apesar de toda a confiança de que fará uma grande temporada européia, Daniel sabe que vai enfrentar alguns obstáculos, como a baixa temperatura que afeta diretamente o aquecimento e o rendimento dos pneus, além da ausência do pai, seu principal conselheiro. “Não conheço as pistas, mas mesmo longe do meu pai sei que ele vai me dar algumas dicas importantes por telefone”, brinca. “A equipe me orientará quanto à adaptação de pneus e algo que eu não esteja acostumado, tenho certeza. O que já sei é que lá na Renault Européia se treina muito mais e que são dez etapas com quatro rodadas duplas”, finaliza.