Sainz vê mudanças no regulamento 2027 como caminho ideal para a Fórmula 1

Carlos Sainz pediu que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e a Fórmula 1 mantenham firmeza nas discussões sobre as mudanças previstas para as unidades de potência de 2027. O piloto da Williams acredita que a categoria precisa seguir um caminho mais equilibrado entre combustão e eletrificação, apesar das divergências políticas entre equipes e fabricantes.

No início do mês, a FIA anunciou um “acordo em princípio” sobre as diretrizes das mudanças para 2027, mas detalhes técnicos ainda seguem em negociação. Algumas equipes demonstram preocupação porque alterações em baterias ou tanques de combustível podem exigir um novo chassi, aumentando os custos dentro do teto orçamentário.

Sainz vê mudanças no regulamento 2027 como caminho ideal para a Fórmula 1
Foto: Williams

O plano é que a nova divisão fique próxima de 60% de potência por combustão e 40% elétrica, além do aumento do fluxo de combustível dos motores V6 e mudanças na capacidade das baterias para evitar perda de energia durante as voltas.

“Há uma proposta muito interessante para 2027, uma proposta que, na minha opinião, segue exatamente na direção que o esporte deveria tomar”, afirmou no paddock do GP do Canadá. “Infelizmente, como sempre neste esporte, haverá política e interesses diversos envolvidos entre os principais fabricantes. Só posso pedir à FIA e à FOM que sejam firmes no que acreditam ser o certo para o esporte. Mesmo que seja necessário votar, que eles possam se manter firmes e acreditar no que é melhor para o esporte.”

Sainz afirmou que os pilotos apoiam as mudanças, embora considere que o equilíbrio entre combustão e energia elétrica ainda esteja longe do ideal: “Se há energia elétrica, ela deveria ser um adicional, e não uma dependência como temos agora”, declarou. “Para os pilotos e puristas, sempre acreditaremos que 60-40 provavelmente ainda não é o suficiente. Mas pelo menos é algo com que você pode correr até que as corridas de verdade e os motores de verdade voltem em 2030”, concluiu Sainz, que também é presidente da GPDA, a associação dos pilotos da F1.