F1: FIA confirma mudanças importantes nos motores para 2027

A FIA confirmou nesta sexta-feira (8) mudanças significativas nas unidades de potência da Fórmula 1 para a temporada 2027. As alterações foram discutidas em uma reunião online com chefes de equipe, fabricantes de motores e representantes da categoria e apontam um aumento de 50kW no motor de combustão interna.

O encontro contou com a participação das 11 equipes, e representantes das fabricantes de motores – Mercedes, Ferrari, Red Bull Powertrains, Audi e Honda. Segundo o corpo governamental, houve um acordo inicial sobre várias propostas para modificar os atuais regulamentos técnicos.

As discussões ganharam força após as mudanças aplicadas antes do GP de Miami, adotadas principalmente por questões de segurança e para tornar a classificação novamente um teste mais agressivo entre piloto e carro. Apesar da reação positiva às alterações feitas no circuito de Miami, pilotos consideraram que as medidas ainda não foram suficientes.

Em comunicado oficial, a FIA afirmou que “as modificações implementadas em Miami, projetadas para melhorar a segurança e reduzir o excesso de recuperação de energia, resultaram em uma competição melhor e foram um passo na direção certa”. A entidade também destacou que, após análises e consultas, “nenhum problema relevante ou preocupação de segurança foi identificado em Miami”.

Alexander Albon (THA) Williams F1 Team FW48.
Foto: XPB Images

“A avaliação do pacote utilizado em Miami segue em andamento com o objetivo de introduzir novos ajustes em futuros eventos. Entre eles estão revisões aprimoradas para a segurança nas largadas e medidas para melhorar a segurança em condições de pista molhada. Essas alterações serão comunicadas às equipes assim que forem definidas. Melhorias nos sistemas de sinalização visual estão sendo avaliadas para o GP do Canadá”, seguiu o comunicado.

Para 2027, a principal alteração aprovada em princípio prevê “um aumento nominal de cerca de 50 kW na potência do motor de combustão interna, com aumento no fluxo de combustível, e uma redução nominal de aproximadamente 50 kW na potência de utilização do ERS”.

A FIA também ressaltou que ainda haverá novas discussões técnicas entre equipes e fabricantes antes da definição final do regulamento. Segundo o comunicado, “houve um compromisso unânime em introduzir mudanças que melhorem ainda mais uma competição justa e segura, que sejam intuitivas para pilotos e equipes e que estejam alinhadas aos interesses do esporte”.

Por fim, a entidade afirmou que “o próximo passo será apresentar formalmente essas mudanças regulatórias para uma votação eletrônica do Conselho Mundial de Automobilismo”, após a aprovação final das fabricantes das unidades de potência.