Pirelli vai investigar série de furos de pneus ocorridos no GP da Inglaterra

Houve um drama nas etapas finais do Grande Prêmio da Inglaterra, com a dupla da Mercedes, Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, além de Carlos Sainz da McLaren sofrendo problemas de furos em pneus, o que levou com que o fornecedor de pneus da F1, a Pirelli, confirmando após a corrida, que eles abriram uma investigação para chegar à causa raiz dos problemas.

Bottas foi o primeiro a sofrer um furo na volta 50, sendo seguido por Sainz que teve o mesmo destino na última volta, enquanto o líder da corrida Hamilton, também teve o mesmo problema também na última volta, mas conseguindo levar o carro até o final e vencendo a corrida.

Os pneus estão sendo analisados pelos técnicos da Pirelli, de modo que o chefe, Mario Isola admite que é muito cedo para concluir o que aconteceu com a borracha no circuito de alta velocidade de Silverstone.

“Pode ser um desgaste alto, porque com certeza os pneus com 38 voltas ou mais neste circuito estão bastante desgastados, mas não estou dizendo que o desgaste é a causa do problema”, disse ele. “Pode ser detritos, porque tínhamos pedaços da asa dianteira de Kimi (Raikkonen), que estavam na pista, além de alguns outros detritos.

“É por isso que queremos investigar não apenas os pneus com falhas, mas todos os pneus usados nas últimas voltas da corrida, para entender se encontramos algum outro corte ou qualquer outra indicação possível do que aconteceu. Temos a possibilidade de fazer algumas análises em nossos laboratórios na pista.”

“Não temos muito tempo para investigar, pois temos outra corrida dentro de uma semana, por isso temos que chegar a uma conclusão o mais rápido possível. O objetivo é ter algo mais até terça-feira, o mais tardar.”

Isola admitiu que o desgaste de alguns pneus foi próximo de 100%, depois de observar a borracha média que Romain Grosjean usou por 36 voltas e alguns dos pneus duros que fizeram 40 voltas.

“O nível de desgaste foi bastante alto”, disse ele. “Dei uma olhada em alguns pneus, e o nível de desgaste foi próximo de 100%, então precisamos entender se essa é a causa das falhas.”

Ele acrescentou: “Cada pneu tem um número máximo de voltas, mas isso depende do carro, depende da configuração, do nível de potência, e é por isso que não podemos dizer que o limite é o mesmo para todos.”

Isola admitiu que o Safety Car, introduzido após a batida de Daniil Kvyat na 13ª volta, obrigou as equipes a parar mais cedo do que o planejado, o que, por sua vez, levou a uma utilização mais longa do que o previsto.

“O segundo período foi muito longo, mais longo que o esperado”, disse ele. “Nossa previsão era parar na 18ª volta, e em seguida, ir até o final da corrida. O Safety Car foi na 13ª volta, então foi uma história diferente, e ninguém queria parar nas duas últimas voltas e correr o risco de perder a posição”, acrescentou.

 

Clique e receba as notícias da F1Mania.net pelo WhatsApp.

Siga-nos nas redes sociais:
Twitter
Facebook
Instagram

Inscreva-se em nosso canal no YouTube.

Confira o destaque do nosso canal no YouTube: F1Mania.net Em Dia 31/07/2020 – Primeiros treinos e hierarquia do grid para o GP da Inglaterra:

 

Ouça nossos podcasts diários na sua plataforma favorita:
Spotify
Google Play Music
Deezer
iTunes