Nenhum circuito na história da Fórmula 1 precisou do safety car tantas vezes quanto o Circuito Gilles Villeneuve, palco do GP do Canadá. Ao todo, são mais de 40 intervenções entre 1978 e 2025, número que consolida Montreal como o principal palco de corridas interrompidas por incidentes.
Nos anos mais recentes, o padrão se manteve: três safety cars em 2022, dois em 2023 e mais dois em 2024. Em 2025, a estatística também reforçou esse histórico de constantes interrupções no traçado canadense, tornando o país em sinônimo de corridas caóticas na categoria.
O Circuito Gilles Villeneuve é cercado por muros de concreto e praticamente não possui áreas de escape. Na prática, qualquer erro costuma terminar em batida. Além disso, o traçado combina longas retas com chicanes travadas e fortes zonas de frenagem, pontos que frequentemente geram acidentes e intervenções. O pit lane curto, com 417 metros, também aumenta a chance de situações inesperadas.

O maior exemplo de caos veio em 2011. A prova começou atrás do safety car por causa da chuva, foi interrompida por bandeira vermelha após 25 voltas e ainda teve quatro novas intervenções. Foram seis safety cars no total — recorde da F1 em uma única corrida. A prova também é a mais longa da história, com 4h04min39s.
A vitória ficou com Jenson Button, que saiu da última posição, sofreu punição, colisão e furo de pneu antes de assumir a liderança na última volta, após um erro de Sebastian Vettel.
Em 2026, o cenário tende a ficar ainda mais imprevisível. O fim de semana será sprint, com menos treinos e menos tempo de adaptação ao circuito. Além disso, a possibilidade de chuva e os novos regulamentos técnicos, ainda não totalmente dominados pelos pilotos, podem significar mais erros e, consequentemente, mais safety cars no Canadá.
O GP do Canadá acontece entre 22 e 24 de maio e o F1MANIA.NET terá cobertura completa em TEMPO REAL.
