A FIA confirmou que vai impor uma diretiva técnica sobre a limitação dos assoalhos flexíveis a partir do GP da Bélgica. E, ao mesmo tempo, anunciou mudanças relacionadas aos regulamentos técnicos da F1 para a próxima temporada.
Com base em duas diretrizes técnicas divulgadas no GP do Canadá e na Inglaterra, a FIA planejava introduzir no GP da França uma Métrica de Oscilação Aerodinâmica (AOM, sigla em inglês) criada para forçar as equipes a limitar o bouncing e o porpoising dos carros.
Outra medida planejada era uma proibição dos assoalhos flexíveis, mas o monitoramento rigoroso e as restrições foram adiados até depois das férias do meio do ano da F1. A repressão da FIA foi recebida com oposição por várias equipes, principalmente pela Red Bull. A equipe afirmou que o órgão regulador não tinha o direito de ditar como as equipes configurariam seus carros.
Várias equipes também sugeriram que o porpoising se dissipou nas últimas corridas. Portanto, as diretrizes técnicas, que de acordo com algumas equipes equivalem a uma mudança ilegal no regulamento da temporada, não são mais necessárias. Porém, a FIA explica que, embora concorde que isso foi “aparentemente reduzido nas últimas corridas, elas ocorreram em circuitos onde se espera que o efeito seja menor que o normal”.
Em uma reunião na última quinta-feira (14) do Comitê Consultivo Técnico da F1, foi confirmado que a FIA apresentará a partir do GP da Bélgica sua ferramenta AOM, porque considera que o propósito é um “assunto significativo de segurança”. Com isso, o AOM será obrigatório a partir do circuito de Spa, mas as equipes poderão contar com a métrica do GP da França do próximo fim de semana.
“É responsabilidade e prerrogativa da FIA intervir em questões de segurança, e a razão pela qual os regulamentos permitem que tais medidas sejam tomadas é precisamente para permitir que decisões sejam tomadas sem serem influenciadas pela posição competitiva em que cada equipe possa se encontrar”, afirmou a FIA em comunicado oficial.
Em relação aos assoalhos flexíveis, os regulamentos atuais estipulam que uma deflexão máxima de 2 mm é permitida em uma área específica do assoalho e da prancha de um carro. No entanto, a FIA suspeita que algumas equipes encontraram uma maneira de aumentar os limites para 6 mm.
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