A temporada 2016 de Nico Rosberg continua sendo um dos tópicos no mínimo curiosos da Fórmula 1 moderna, e recentemente, novos detalhes sobre a jornada do piloto para o seu único título na categoria vieram à tona. Em uma análise do F1-Insider, a jornalista Bianca Garloff compartilhou uma nova perspectiva sobre o que realmente impulsionou Rosberg a conquistar o campeonato naquele ano, indo além das críticas de que ele teria se aposentado por falta de paixão pela competição.
Segundo Garloff, o momento decisivo para Rosberg ocorreu após o controverso GP dos EUA em 2015, onde Lewis Hamilton já havia garantido seu terceiro título mundial. No início da corrida Hamilton empurrou Rosberg para fora da pista e, mais tarde, na sala de descompressão indicou o local do segundo lugar para ele. Para Rosberg, aquele foi o último ponto de humilhação, o que o levou a refletir sobre sua abordagem. “Ralf (Bach) e eu conversamos com ele depois da corrida em Austin e dissemos que ele não poderia mais aceitar esse tipo de coisa”, afirmou Garloff. A resposta de Rosberg foi clara: “Agora eu percebi isso e vou mudar”.
Esse momento marcou uma transformação em Rosberg. A partir de então, ele entrou em uma sequência de sete vitórias consecutivas, estabelecendo a base para sua temporada do título em 2016. No entanto, essa mudança veio a um custo pessoal. Rosberg se tornou uma versão mais focada e determinada de si mesmo, com atenção obsessiva a cada detalhe, o que afetou sua saúde mental e seu bem-estar. “Foi uma mudança radical. Ele se tornou uma pessoa completamente diferente, focada exclusivamente em sua rivalidade com Hamilton”, acrescentou Garloff.

Ao longo de 2016, Rosberg operou com uma ‘visão de túnel’, sem distrações, sem socialização, e com um único objetivo em mente. Após garantir o título naquele ano, Rosberg recuperou sua antiga personalidade, o que levou à sua decisão de se aposentar poucos dias depois da conquista. “Ele sabia que não poderia passar por todo esse esforço novamente, especialmente se Hamilton voltasse ainda mais motivado”, concluiu Garloff.
Dessa forma, ao contrário das críticas de que Rosberg não possuía a mesma paixão que outros campeões, ficou claro que ele fez um grande sacrifício para conquistar seu título. No entanto, diferente de Hamilton, ele não estava disposto a suportar a pressão imensa de lutar por outro campeonato mundial de Fórmula 1.
