A Williams começou a temporada de 2026 da Fórmula 1 com muitas dificuldades. Alex Albon e Carlos Sainz ficam frequentemente presos no Q1 das sessões de classificação e, com os resultados fracos nas corridas, a equipe ocupa a penúltima posição no campeonato de construtores, à frente apenas da Aston Martin e da Cadillac.
Sainz atribui os problemas ao peso do carro e atrasos na produção: “Sinceramente, temos muito peso a perder, não é segredo. Seria um bom carro [se reduzíssemos o peso]? Acho que podemos fazer melhor.” Ele acrescentou: “Além do peso, acredito que esta equipe tem potencial para projetar e produzir um carro muito melhor. Para o início do ano, tivemos muitos problemas na produção que deixaram o carro acima do peso, mais do que esperávamos.”

Apesar da queda neste ano, Sainz lembra do desempenho de 2025, quando subiu ao pódio duas vezes e terminou entre os três primeiros na corrida sprint do Texas. “A realidade é que todos podemos fazer muito melhor e, como equipe, não vamos apenas tirar peso do carro; precisamos ganhar downforce e obter um equilíbrio melhor”, disse.
Sainz concluiu: “Espero que a equipe faça um grande esforço para apresentar algo em Miami que represente um bom avanço. Mas tudo é relativo: se os outros também evoluírem, ainda estaremos atrás. Precisamos tirar peso do carro e ganhar downforce. Vai depender do quanto conseguirmos até Miami.”
Uma pausa de cinco semanas, causada pelo conflito no Oriente Médio, dará às equipes tempo para implementar grandes atualizações antes do GP de Miami, no início de maio. Fred Vasseur, chefe da Ferrari, apontou que o GP pode marcar “o início de um novo campeonato”, com a hierarquia possivelmente alterada.
