Christian Horner, ex-dirigente da Red Bull, defendeu a divisão de motores da equipe e também a rival, a Mercedes High Performance Powertrains, após ambas serem acusadas de “trapacear de forma descarada” com a taxa de compressão de seus motores. Ele comentou sobre o assunto no programa Today da Austrália.
“Essa é uma declaração forte”, disse Horner. “A Fórmula 1 trata de ultrapassar os limites. É sobre como você interpreta os regulamentos. Sempre foi e sempre será. As equipes que são mais conservadoras são as que nunca ficam na frente do grid; você tem que forçar os limites. Engenheiros brilhantes estarão analisando os regulamentos e pensando: ‘Ok, como posso maximizar o desempenho?'”

Durante o inverno, surgiram relatos de que as duas operações teriam desenvolvido motores capazes de funcionar com taxa de compressão de 18:1, acima do limite permitido de 16:1. A medição é feita atualmente à temperatura ambiente no pit-lane, já que não há tecnologia para medir na pista. Isso permitiria usar metais que se expandem com o calor, aumentando o volume do cilindro e a potência.
Um motor assim poderia gerar vantagem de 0,3 segundos por volta em Albert Park, totalizando cerca de 17,4 segundos em uma corrida de 58 voltas. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) realizou reuniões com fabricantes para buscar uma solução, e Nikolas Tombazis, diretor de monopostos, afirmou que não espera protestos de equipes com motores Audi, Ferrari ou Honda.
