Lewis Hamilton enfrentou um problema incomum no GP do Japão de Fórmula 1, que comprometeu um possível pódio. O britânico negou, entretanto, que a falha na unidade de potência foi por conta da Ferrari e apontou uma combinação de fatores.
O episódio chamou atenção porque o heptacampeão perdeu desempenho significativo em linha reta em Suzuka, cerca de 0s6 a 0s8, mesmo após se colocar em posição favorável com um safety-car bem aproveitado. A queda de rendimento teve impacto direto no resultado final.
Hamilton largou bem e chegou a ocupar o terceiro lugar, mas acabou caindo para sexto, sua posição final, após ser ultrapassado por vários pilotos, incluindo o companheiro de equipe Charles Leclerc. Diferentemente do britânico, o monegasco não enfrentou problemas e garantiu o terceiro lugar, ampliando a frustração do fim de semana.

Após a corrida, Hamilton admitiu que a Ferrari ainda não compreendia totalmente a origem da falha. “Eu simplesmente tive dificuldades com potência na corrida. Por algum motivo, estava em desvantagem”, afirmou. O britânico também destacou a diferença em relação ao carro idêntico do companheiro: “De alguma forma, o Charles tinha mais potência do que eu, no mesmo carro. Então preciso entender o porquê.”
Antes do GP de Miami, Hamilton explicou que a equipe aproveitou a pausa para investigar o caso mais a fundo. Segundo o sete vezes campeão de Fórmula 1, o problema foi identificado e não estava ligado apenas à unidade de potência, indicando uma causa mais complexa para a perda de desempenho no Japão.
“Então, resolvemos isso, trabalhamos no simulador, estivemos na fábrica todas as semanas, treinamos muito e nos preparamos para este fim de semana”, encerrou.
