A Fórmula 1 chega ao GP de Miami com ajustes técnicos que geraram dúvidas entre equipes e pilotos. Agora, a FIA confirmou exatamente quanto de energia poderá ser recarregado por volta no fim de semana.
A definição é importante porque impacta diretamente o desempenho dos carros, especialmente na forma como os pilotos gerenciam a unidade de potência ao longo de uma volta. Apesar de mudanças anunciadas anteriormente, Miami terá limites diferentes do esperado inicialmente.
A entidade esclareceu que não houve uma redução geral no limite de recarga. Para Miami, os pilotos poderão utilizar até 9 MJ por volta em corrida e também no TL1, enquanto no Q1, Q2 e Q3 o limite será de 8 MJ. Com o sistema de ultrapassagem ativo na Sprint e na corrida, o valor máximo também pode chegar a 9 MJ, enquanto sem ele fica em 8,5 MJ.
A confusão surgiu após a FIA anunciar uma possível redução de 8 MJ para 7 MJ, com o objetivo de diminuir o uso excessivo de recuperação de energia e favorecer voltas mais rápidas em ritmo constante. No entanto, a entidade explicou que essa redução não é obrigatória para todas as etapas e pode ser aplicada apenas em circuitos específicos.
Para Miami, os comissários optaram por manter os limites originais, já que a expectativa é de apenas cerca de dois segundos de super clipping por volta. Em pistas onde esse efeito for mais significativo, a redução poderá ser aplicada.
Além disso, houve mudanças na forma de entrega de potência ao longo da pista. Em Miami, entre as curvas 1 e 8, os pilotos terão limite de 250 kW de energia extra, enquanto em trechos como a reta até a curva 11 e a reta oposta, poderão usar até 350 kW. Essas variações prometem influenciar diretamente a estratégia de volta no circuito urbano americano.
