A Fórmula 1 se prepara para mais um capítulo eletrizante no circuito de Spielberg, e as estratégias para o GP da Áustria 2025 devem desempenhar um papel crucial na disputa deste domingo. Com a classificação embaralhando o grid — especialmente após o incidente de Pierre Gasly no Q3 —, há expectativa de variações táticas em todas as partes do pelotão, inclusive entre os favoritos.
Lando Norris garantiu a pole position com autoridade, e larga ao lado de Charles Leclerc. Oscar Piastri, companheiro de Norris na McLaren, sai em terceiro, seguido por Lewis Hamilton, da Ferrari. A Ferrari, aliás, mostra progresso com sua atualização para a etapa austríaca. O cenário também coloca Liam Lawson em uma posição privilegiada com o sexto lugar, à frente do atual tricampeão Max Verstappen, apenas em sétimo.
Mesmo sem apresentar grande ritmo até agora, Verstappen é um dos nomes que pode apostar em estratégia para subir na classificação. O holandês já venceu cinco vezes no Red Bull Ring e sabe como tirar o máximo de situações adversas. A dúvida é: qual plano pode funcionar melhor?
O que funcionou no ano passado
Em 2024, as estratégias de duas paradas dominaram no Red Bull Ring. George Russell venceu com uma sequência de médio-médio-duro, mas só entrou na briga após um toque entre Verstappen e Norris no fim. Os dois líderes vinham usando uma abordagem de médio-duro-médio, a mais comum entre os dez primeiros. Alguns apostaram em médio-duro-duro.
Quase todos os pilotos começaram com pneus médios no ano passado, com exceção de Guanyu Zhou, que optou pelos duros. Os que planejaram usar o composto duro duas vezes pararam por volta da volta 10, enquanto os que fariam duas passagens com os médios foram até pelo menos a volta 19.
O detalhe curioso foi a escolha de Verstappen em usar um pneu médio usado na parte final da corrida, mesmo tendo dois jogos novos de duros disponíveis. O composto macio (C5) pouco apareceu, com exceção de Verstappen, após o incidente com Norris, e Alonso, que usou o pneu para buscar a volta mais rápida.

E para 2025? O que dizem os dados da Pirelli
Segundo simulações da própria Pirelli, a estratégia mais rápida neste ano é uma combinação de médio-duro-médio, com janelas ideais de pit-stop entre as voltas 18-24 e 46-52. Essa tática, no entanto, não oferece grandes vantagens de undercut, já que o circuito é curto e o tempo ganho ao sair com pneus novos é pequeno.
Outra possibilidade é inverter a ordem para médio-médio-duro. A diferença total de tempo é mínima, e pode ser uma alternativa para quem quiser fugir do padrão. A primeira parada também deve ocorrer entre as voltas 18 e 24, e a segunda entre 39 e 45.

E quem está fora do top 5?
Para pilotos como Verstappen, que parte em sétimo, pode ser interessante tentar algo mais agressivo, como iniciar com o pneu macio e depois alternar para duro e médio. Isso permite ganhar posições logo na largada e correr com pista livre após uma parada antecipada.
Além disso, equipes como Aston Martin, Alpine e Racing Bulls guardaram apenas um jogo de cada composto médio e duro. Com isso, são obrigadas a usar o macio (C5) em algum momento da corrida se optarem por duas paradas. A melhor opção para essas equipes, segundo as simulações, seria o médio-duro-macio, com paradas previstas entre as voltas 20-26 e 50-56.
E o fundo do grid? Há espaço para ousadia?
Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli, não descarta a chance de alguém apostar em apenas uma parada. “Não parece uma boa estratégia, mas alguém com certeza vai tentar”, disse. Embora o stint único seja, em média, sete segundos mais lento, uma entrada oportuna do Safety Car pode reverter o cenário para quem estiver mais atrás.
O caminho de uma parada envolveria médio-duro, com janela entre as voltas 26-32. E se for necessário trocar novamente para um stint curto de pneus macios no fim, o prejuízo seria pequeno.

E o clima? Vai influenciar?
Depois de uma onda de calor durante a semana, a sexta-feira foi mais amena, mas a temperatura vem subindo. Para domingo, é esperado que o asfalto atinja cerca de 50°C, o que deve impactar diretamente o desgaste dos pneus. Isso pode forçar ajustes de última hora nas estratégias das equipes e, em casos extremos, abrir espaço até para uma terceira parada.
“Três paradas está fora do plano inicial, mas não podemos descartar totalmente”, comentou Mario Isola, diretor da Pirelli. “Se a degradação for muito alta, pode virar uma opção viável.”
Com tantas possibilidades e o grid embaralhado, o GP da Áustria 2025 promete ser mais uma corrida marcada pela estratégia. E o F1MANIA.NET acompanha tudo ao vivo e em tempo real.
