F1: Entrevista com Norris é cortada após proibição de perguntas

Lando Norris foi o vencedor do Prêmio Laureus na categoria Revelação do Ano após conquistar seu primeiro título na Fórmula 1 em 2025. Pouco depois da premiação, o britânico participou de uma entrevista ao jornal The Guardian, na qual abordando temas ligados à sua carreira e ao desafio de conquistar seu primeiro campeonato mundial.

Durante a conversa, Norris também relembrou o cenário de 2025 em que conseguiu reverter uma desvantagem de 35 pontos em relação ao companheiro de equipe, Oscar Piastri. Até este momento, o jornalista Donald McRae, responsável pela entrevista, descreveu que o início do diálogo ocorreu sem restrições, com o piloto da McLaren respondendo a todas as perguntas.

Lando Norris (GBR) McLaren on the grid.
Foto: XPB Images

Porém, perto do encerramento da entrevista, McRae afirmou que passou a enfrentar limitações impostas pela equipe de Norris. Ele já havia sido avisado de que não poderia abordar temas como a relação com Max Verstappen e George Russell nem discutir o novo regulamento implementado em 2026. McRae relatou que tentou argumentar sobre a importância desses tópicos, mas acabou prosseguindo e decidiu deixar as perguntas consideradas mais delicadas para o final.

Foi nesse momento que a situação se tornou mais tensa. Mesmo sem a presença física do empresário de Norris, um telefone colocado sobre a mesa teria sido utilizado para uma intervenção direta. “Sua voz, sem corpo, repentinamente crepita no aparelho e enfatiza que não se pode fazer perguntas sobre o assunto; sua única intervenção durante a entrevista”, registrou McRae.

Ao ser questionado sobre as restrições, Norris teria reagido com um sorriso discreto e certo nervosismo, respondendo: “Eu não sou o chefe”. Logo em seguida, um representante mais jovem da assessoria interveio e declarou o encerramento da entrevista, mesmo com a previsão inicial de que o tempo seria estendido em mais dez minutos. A situação gerou grande repercussão negativa na mídia britânica, que acusou o empresário do piloto de tentar “colocar rédeas” sobre Norris.