A estratégia da Ferrari para a temporada da Fórmula 1 em 2026 já é alvo de questionamentos antes mesmo da estreia do novo carro. Ralf Schumacher classificou como um “desastre” a suposta abordagem da equipe italiana, que, segundo ele, estaria desenvolvendo conceitos distintos para atender separadamente Lewis Hamilton e Charles Leclerc.
Em entrevista ao podcast Backstage Boxengasse, o ex-piloto afirmou que essa divisão pode comprometer todo o projeto: “Quanto à Ferrari, o desastre já parece estar no horizonte novamente, ao menos lendo entrelinhas”, disse Schumacher. “Eles parecem estar desenvolvendo dois carros diferentes. Quase posso imaginar que é porque Charles Leclerc e Lewis Hamilton têm opiniões completamente diferentes sobre o carro. Se for esse o caso, é um desastre desde o início.” Ele ainda destacou que não acredita ser viável desenvolver dois carros ao mesmo tempo.

No ano passado, a equipe interrompeu cedo o desenvolvimento do SF-25 para focar totalmente em 2026, decisão que custou desempenho ao longo do campeonato. Superada por Mercedes e Red Bull, a Ferrari caiu para o quarto lugar no Campeonato de Construtores. A expectativa interna é que esse investimento antecipado renda frutos, especialmente com Hamilton buscando o oitavo título mundial e Leclerc tentando conquistar o primeiro.
Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, defendeu o plano de desenvolvimento. Ele explicou que a equipe iniciará os testes de 2026 com um carro básico, a chamada “Especificação A”, priorizando confiabilidade e quilometragem antes de buscar desempenho. “O mais importante é obter quilometragem. Não é buscar desempenho”, afirmou o francês, ressaltando que essa deve ser uma abordagem comum no grid.
A Ferrari apresentará oficialmente seu carro de 2026 no dia 23 de janeiro, em Maranello.
