F1: Alpine terá motores Mercedes em 2026, mas mantém cautela nas expectativas

A Alpine confirmou que, a partir de 2026, utilizará motores Mercedes em seus carros, abandonando as unidades de potência próprias, fabricadas pela Renault. A mudança marca o fim de décadas de desenvolvimento de unidades de potência pela fábrica de Viry-Châtillon, que forneceu motores para a Fórmula 1 desde os anos 1970. No entanto, o diretor esportivo da equipe, Steve Nielsen, fez questão de minimizar as expectativas em relação ao desempenho dos carros do time com os novos motores.

Falando ao Motorsport.com, Nielsen explicou as razões por trás da troca de fornecedora de motores: “É uma pena, porque tivemos muitos bons anos com nosso próprio motor, mas nada é para sempre na Fórmula 1. Então, mudamos para outro fornecedor. E claro, estamos empolgados com isso”, disse ele.

Embora a mudança de regulamento em 2026 envolva a adoção de baterias maiores e novos desafios, muitos acreditam que a Mercedes estará à frente nas primeiras fases do ciclo das novas unidades de potência, devido ao sucesso que teve após a mudança de regulamento em 2014, quando a F1 passou de motores aspirados para os híbridos turbo. Contudo, Nielsen afirmou que o cenário atual é incerto.

“A Mercedes tem uma longa história na Fórmula 1. Da última vez que houve uma mudança regulatória importante, eles se saíram muito bem. Isso não significa que será exatamente o mesmo agora”, afirmou Nielsen. Ele explicou que, embora o salto para os motores híbridos turbo tenha sido uma mudança radical em 2014, o ajuste para 2026 não é tão grande, já que os motores híbridos já fazem parte do regulamento atual.

F1: Alpine terá motores Mercedes em 2026, mas mantém cautela nas expectativas
Foto: XPB Images

Nielsen também destacou que não se pode dar como garantido que a Mercedes terá vantagem: “Se eles estão fazendo um trabalho melhor do que os outros, não sei”, acrescentou, ressaltando que a verdadeira hierarquia só será conhecida quando os carros de 2026 entrarem na pista.

“Mesmo que possamos achar que teremos sucesso, e esperamos que seja o caso, ninguém sabe até colocar o carro na pista, até pegar o cronômetro e comparar com os outros”, afirmou. Para ele, o foco da Alpine continuará sendo trabalhar duro para produzir o melhor carro possível, com potência máxima, máxima carga aerodinâmica, confiabilidade e uma boa estratégia: “E esperamos que seja melhor que os outros, mas na realidade, você só sabe quando vê-los”, encerrou Nielsen.