Cunha pretende unir velocidade e habilidade

Durante a semana que culminará com a tão aguardada etapa de abertura da Stock Car Brasil 2007, no domingo (22/04), pilotos e equipes da categoria Stock Car Light também estarão no Autódromo de Interlagos (SP) para os seus treinos coletivos. Em dois dias de testes, na terça e quarta-feiras (17 e 18/04), o circuito da zona sul paulista receberá ainda a Copa Nextel e a Stock Jr. Dentre todos os pilotos das três modalidades, talvez nenhum deles estava tanto tempo longe do automobilismo quanto o carioca Alexandre Cunha (Inpacom/Sawary/Nicoboco/RedeTV), que retorna pela equipe M4T/WAS após cinco anos de inatividade.

A fase de readaptação física já foi superada por Cunha, com uma preparação adequada aliada a sua motivação para o retorno às pistas. “Tenho me dedicado bastante na preparação física, com o apoio especializado da Academia da Praia, e já estou pronto para iniciar o campeonato”, comentou o piloto de 33 anos de idade.

Agora, os treinos desta semana são considerados de máxima importância para o carioca, que pretende extrair o máximo de informações do Stock Light. “Tem de ser rápido na hora certa, mas é muito importante saber acertar o carro. Eu sou muito chato nessa questão de desenvolvimento do equipamento, me preocupo em passar o máximo de informações para a equipe, e este detalhismo fez com que a M4T/WAS, que já trabalhou comigo na Fórmula Chevrolet, me escolhesse para representá-los nesta temporada”, ressaltou o representante da Inpacom/Sawary/Nicoboco/RedeTV, que nesta passagem pela F-Chevrolet levou a equipe de Miguel Ferreira ao título.

Vice-campeã na Stock Light em 2005 com o piloto Paulo Salustiano, que hoje representa o time na divisão principal da categoria, a M4T/WAS pode ter encontrado a peça-chave para repetir o sucesso na modalidade de acesso. “O Alexandre é muito técnico, e ‘mecanicamente’ experiente. Considero ele um piloto próximo do completo, com preparo psicológico e motivação, ainda mais com tanto tempo parado e querendo mostrar serviço”, salientou o chefe da equipe Miguel Ferreira.

Alexandre conta ainda que muita coisa é novidade para ele na Stock Car. “Minha escola veio do kart, passando para a fórmula, e no turismo corri apenas com os carros tração dianteira e pneus radiais. Diferentes dos monopostos, que prezam pela eficiência aerodinâmica, os Stock Cars atuam com a potência, e perdem bastante na questão da aderência. Mesmo assim, depois de um treininho de reconhecimento do carro em Interlagos, considero que a adaptação até aqui foi boa, com tempos de voltas satisfatórios em meu primeiro contato com o modelo”, finalizou Cunha.



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