Mais uma vez o cearense Hybernon Cysne (Construtora Marquise/ Aspechto/ Governo do Ceará/ Capitalize Fomento/ BRB) deixa de pontuar por um acidente durante a prova. Desde a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car V8 Light Hybernon vem levando batidas e mais batidas, que acabam lhe atrapalhando e prejudicando a corrida.
“Até parece que tem um alvo pintado na traseira do meu carro. Foram cinco toques que me custaram bons resultados em oito etapas”, falou Hybernon.
Na prova de abertura em Curitiba, levou uma batida de Otávio Mesquita, na segunda no Rio de Janeiro foi tocado por Carlos Campos, mas ainda assim conseguiu levar o carro a zona de pontos. Em Interlagos na terceira etapa já estava se aproximando dos oito primeros, quando levou um toque de Christian Conde, onde a roda traseira quebrou e com o pneu completamente rasgado viu a chance dos pontos acabarem ali.
Na sétima etapa, Santa Cruz do Sul, levou uma batida novamente de Otávio Mesquita e abandonou a corrida. Ontem no Rio de Janeiro, vinha poupando o equipamento, já que o forte calor desgastava muito os pneus, se preparando para atacar no terço final da prova.
Hybernon ocupava a 14ª colocação, tendo largado em 21º, e já tinha passado por Baltazar Júnior, quando na freada da Curva 1 levou uma forte pancada na traseira.
“O Baltazar retardou muito a freada e acabou me atingindo. Com o toque fui parar na brita e perdi muito tempo”, contou Hybernon. “O pior é que na batida a porta traseira onde fica o aerofólio acabou se soltando e caindo. Fiquei sem nenhuma pressão aerodinâmica na traseira, o carro ficou muito dianteiro e aí acabou qualquer chance de sonhar com algum resultado mais significativo”, comentou o piloto.
O representante do Ceará ainda manteve seu carro na pista e completou a corrida em 17º.
“O Nelson Silva Jr, que correu na minha equipe nesta etapa largou pouco mais à frente e terminou em sétimo. Se não fosse o toque poderia ter terminado na pior das hipóteses colado nele”, completou o piloto.