Para os pilotos da equipe Embratel 21 Motorsport, a vitória na sétima etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car Light é o único objetivo. Dominador absoluto da última corrida, o paulista Marcos Gomes chega à cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul como o favorito natural, enquanto o desempenho mais recente do paranaense Ariel Barranco, que largou em 22º e chegou a ocupar quarto lugar, também lhe permite pensar em vitória. Para os dois, o único outro resultado aceitável é o segundo posto, desde que o primeiro seja o seu
companheiro na equipe Embratel.
A confiança dos dois pilotos se reforçou muito a partir da prova de Brasília, onde Marcos Gomes, a despeito de estar fazendo apenas suas segunda corrida com um carro de turismo, não teve adversário à altura. “Meu
carro estava perfeito. Depois de assumir a liderança, senti que dava para vencer sem maior dificuldade. Então, decidi economizar os pneus e, apesar de cair para segundo, mantive a confiança na vitória”, comentou o filho mais novo do lendário Paulo Gomes, que é um dos poucos pilotos da Stock Light que já conhece o novo circuito gaúcho. “Participei da corrida de Fórmula Renault e fiz o segundo melhor tempo da classificação. Pelo que vi, o aspecto mais importante no acerto dos Stock Light vai ser melhorar a aderência das rodas dianteiras, já que nas curvas longas esses carros têm a tendência de sair de frente. De qualquer maneira, vou partir para cima. Como já não tenho chances matemáticas de ser campeão, só a vitória me interessa”, afirma Marcos.
Já Ariel Barranco espera que os problemas que o atrasaram no grid de Brasília, na etapa anterior, não se repitam. “O carro estava perfeito até a classificação, mas na hora que importava os freios falharam. Ficou a certeza de que o meu desempenho na corrida me dá condições de vencer aqui. Sei que vou enfrentar pilotos fortes, como o próprio Marcos Gomes, o Paulo Salustiano, o Júlio Campos e o Renato David, mas estou aqui para lutar pela vitória. Se não der, não será por falta de esforço. Só não quero é voltar a ser prejudicado por erro dos comissários esportivos, como ocorreu em Brasília”, reclama o piloto de Curitiba, que foi obrigado a ceder duas posições por uma infração que não cometeu, como mostrou a televisão.