Embratel comemora vitória de Marcos Gomes

Mesmo já se delineando desde a corrida anterior, em Curitiba, a vitória de Marcos Gomes na sexta etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car Light foi recebida com certa surpresa pela equipe Embratel 21 Motorsport. Fundada no começo do ano, a nova escuderia enfrentou os problemas costumeiros de estruturação, mas agora eles já parecem definitivamente superados.

“Este resultado chegou bem antes das nossas expectativas”, comentou o empresário Wilson da Costa Júnior, criador da nova equipe. “Desde a sexta-feira já dava para ver que o Marcos tinha chances de vencer. Foi ótimo para nós e também para a Embratel, que teve uma confirmação de que a decisão de nos apoiar foi a correta. E não foi só pelo Marcos. O Ariel Barranco, também na Stock Light, e o Raul Boesel na Stock V8, mostraram que ainda podemos ter mais alegrias neste ano”.

A comemoração da equipe Embratel 21 Motorsport só não foi completa pelo erro dos comissários esportivos ao punirem Ariel Barranco por ultrapassar dois adversários antes da retirada do Safety Car na última relargada. “Vi claramente o Safety Car sair da pista e, ainda assim, esperei o aviso dos boxes antes de começar a acelerar. O prejuízo foi maior porque eu já estava disputando o quarto lugar e tive de esperar muito para ceder as posições. Depois, a televisão confirmou que só fiz as ultrapassagens depois da saída do Safety Car. Esse erro privou a equipe de ter dois carros entre os quatro primeiros, o que seria um atestado de competência para todos nós”, reclamou Barranco.

Boesel também teve o que comemorar e o que lamentar. “A parte boa é que o carro já está bom nas corridas; a ruim é que ainda falta muito nas provas de classificação”, analisou o experiente piloto. “Em uma categoria disputada em centésimos de segundo como é a Stock V8, o resultado é decorrência direta da posição de largada, ganha quem larga na frente, chega atrás quem larga atrás. E naquela parte do pelotão acontecem coisas que quem não vê não consegue acreditar. Não é mais corrida, é uma luta pela sobrevivência”.

Raul se refere às diversas ultrapassagens sob bandeira amarela que viu na prova de Brasília. “Parece que os comissários esportivos estão atentos ao que acontece lá na frente e se descuidam do pelotão de trás, e aí vira terra sem lei. Não se espera o Safety Car sair, passam quando querem e batem nos outros sem a menor cerimônia. É preciso ter atenção com todos os concorrentes, as manobras perigosas estão ficando comuns”, alerta ele.



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