A Stock Car vai ultrapassar fronteiras e desembarcar na Argentina. Nesta quarta-feira (12), a principal categoria do automobilismo nacional anunciou que vai disputar uma etapa em Buenos Aires ainda em 2023, algo que tem empolgado Fernando Julianelli, CEO do certame.
A categoria brasileira trouxe a novidade através de uma coletiva de imprensa virtual com presença do time da Vicar e da Tango Motorsport, responsável pelo lado argentino da parceria – ainda, em 2024, a TC2000 vai vir correr no país.
Os planos são de que a Stock Car vá para a capital argentina em 8 de outubro para correr no Autódromo Oscar Galvéz, que vai passar por recapeamento. Ainda, vai dividir o final de semana com os 200km de Buenos Aires, uma das mais tradicionais provas hermanas.
Durante a coletiva, o F1Mania.net perguntou a Julianelli como que a categoria brasileira pode se beneficiar não apenas desse intercâmbio, mas também da rivalidade histórica entre o Brasil e a Argentina.
“De certa forma, temos muito a aprender com o automobilismo argentino do ponto de vista storytelling. Acompanho há muito anos o automobilismo argentino, época de [Rubén Luis] Di Palma, [Emiliano] Spataro, tenho uma relação com o Cacá de muitos anos, o acompanhei quando corria lá”, respondeu ao site.
“A imprensa local dá muita luz, plataforma para o automobilismo local não simplesmente transmitindo o que acontece na corrida. Acho que todos nós aprendemos o quanto o Drive To Survive reinventou a F1, trouxe engajamento e novos fãs para a F1 e para o automobilismo contando o que acontece fora da corrida, polêmicas, bastidores”, continuou.
“De certa forma, é muito diferente do que vemos no futebol, tanto que vejo muitos pilotos brasileiros amigos de pilotos argentinos. O tanto que o Matías [Rossi] tem uma base de fãs brasileiros, o automobilismo brasileiro é diferente”, emendou.
“Sem dúvida que esse molho, essa pimenta que eventualmente podemos cultivar, vai ajudar de qualquer forma. Quanto mais falarem de automobilismo, do assunto, mais protagonismo temos e, com isso, atraímos mais atenção das empresas patrocinadoras, entra mais dinheiro no ecossistema, contratamos mais pilotos, engenheiros, fazemos mais corridas, ganhamos mais espaço na mídia”, ressaltou.
“Se esse for mais um ponto de contato essa rivalidade, sem dúvida nenhuma vai ajudar muito”, concluiu.
