O piloto Bruno Baptista lamentou profundamente ter perdido o seu terceiro lugar obtido na pista na última corrida de ontem do Campeonato Brasileiro de Stock Car, o que lhe daria o segundo pódio no Autódromo Internacional de Londrina, onde no ano passado chegou em segundo lugar depois de largar na 25ª posição do grid da última corrida.
“Na minha opinião, o meu Toyota Corolla chegou a encostar no do Nélson Piquet Júnior, porém, foi um toque normal de uma disputa acirrada entre dois pilotos, justamente, pelo importante terceiro lugar do pódio. Tanto que desde que saí do boxe, após a parada para troca de pneu, fiquei encostado nele e, em nenhum momento, conseguiu se afastar. Na realidade, só me fez perder tempo durante toda a segunda parte da corrida, até o momento em que eu o ultrapassei e cheguei com 2 segundos à sua frente”, explicou Bruno Baptista.
Com a penalização de cinco segundos, o jovem piloto terminou no quinto lugar e achou que a direção de prova deveria ter aplicado apenas uma advertência, como ocorreu nesta própria etapa com o Gabriel Casagrande. Principalmente porque ele largou na 17ª posição do grid e, mais uma vez, numa boa estratégia, conseguiu ser o piloto que mais ganhou posições na corrida, até mesmo sem considerar as ultrapassagens que também conquistou na pista em cima do próprio Piquet e do Gabriel Casagrande, respectivamente, o terceiro e quarto colocado da classificação final da segunda prova.
“Em Interlagos, o Barrichello me passou tocando no meu carro e, mesmo com a reclamação oficial da minha equipe, eles consideraram a ação dele como normal de uma corrida. Agora, o Piquet me segurou de forma muito mais intensa do que fiz com o Rubinho, se arriscou pra isso em várias situações e eu fui penalizado num toque também normal de corrida”, analisou Bruno Baptista, piloto da equipe Toyota RCM Racing, atualmente apoiada pelas empresas Webmotors, HERO, Pro Automotive, Loctite e NGK do Brasil.
Na realidade, o jovem Bruno de apenas 23 anos só foi mais competitivo na segunda corrida porque nas três últimas voltas da primeira entrou, pela segunda vez no box, para fazer uma parada mais rápida na segunda prova.
“Depois de largar na primeira corrida em 18º do grid, levei uma leve batida e só foi possível chegar ao 14º lugar quando ainda faltavam três ou quatro voltas para o término. A minha intenção era de terminar entre os 10 primeiros, mas como não era mais possível, optamos por entrar no box, por mais gasolina e economizar um pouco nos botões de potência. A nossa estratégia deu certo e só foi prejudicada por uma decisão que, acredito, no mínimo, ter sido polêmica”, finaliza Bruno Baptista.
A vitória da segunda corrida de hoje foi do experiente Ricardo Maurício, que terminou com seu Chevrolet Cruze a invencibilidade dos Toyota Corolla. Isso porque na primeira prova quem venceu para a marca japonesa foi Rafael Suzuki, que havia obtido, até então, a quinta vitória seguida dos Corolla neste brasileiro de Stock Car. Assim, a liderança do campeonato passou a ser de Rubens Barrichello (Corolla), após o seu segundo lugar na última corrida de hoje, com 105 pontos contra 100 de Ricardo Zonta (Corolla), 99 de Ricardo Maurício (Cruze), 97 de Cesar Ramos (Corolla) e 83 de Piquet Júnior (Corolla). Com o quinto lugar, Bruno Baptista manteve o 11º lugar do campeonato, com 59 pontos.
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