Com expectativa de temperatura por volta dos 15 graus, mas previsão de tempo bom, Londrina recebe neste domingo a quarta etapa da temporada-2004 da Stock Car. O campeonato vem sendo liderado pelo paulista Giuliano Losacco (Itupetro), um dos expoentes da nova geração, seguido pelo carioca Cacá Bueno (Petrobras) e por Antonio Jorge Neto (Medley), outro piloto de São Paulo. O paranaense Raul Boesel (Repsol) aparece em quarto e é o melhor representante dos veteranos, com conhecidos como “dinossauros”. A prova começará às 10 horas e será transmitida ao vivo pela TV Globo.
A corrida oferecerá nova oportunidade de recuperação aos últimos campeões da Stock Car. David Muffato (Repsol), que defende o título conquistado no ano passado, e Chico Serra (Texaco), tricampeão de 1999 a 2001, e Ingo Hoffmann (Filipaper), maior nome da história da categoria com 12 campeonatos vencidos, o último deles em 2002, estão enfrentando um difícil início de temporada. Muffato é o melhor na classificação, onde aparece em 10o lugar, enquanto Serra é apenas o 12o e Ingo surge apenas em 16.
Os sinais de reação, no entanto, parecem surgir no horizonte. Muffato vem de excelente 5a colocação em Tarumã, onde havia largado em distante 20o. Nos treinos oficiais desta sexta-feira, Serra foi o segundo mais rápido, com uma volta somente 45 centésimos mais lenta que a de Duda Pamplona (Diretriz Racing), enquanto Ingo terminou dia em 7o, separado quatro décimos do mais veloz. Muffato queixou-se da falta de tração do carro nos trechos de subida do circuito do norte paraense e ainda sofreu com um problema na embreagem, que obrigou a equipe a trocar todo o sistema de câmbio durante a noite.
A corrida deste domingo marca também o início da temporada de inverno. As equipes encontraram em Londrina clima bem mais frio do que nas etapas anteriores em Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. Tempo frio significa que os pneus demoram bem mais para alcançar a temperatura ideal de funcionamento. Com isso, ganha importância a correta calibragem dos pneus. “A pressão tem que ser muito bem pensada, para que o carro mantenha a performance do início ao fim da prova”, lembra Muffato. Será a segunda prova seguida em que o reabastecimento obrigatório foi cancelado. “Chegamos à conclusão que a entrada nos boxes estava retirando a emoção da corrida, ao invés de aumentá-la”, explica Boesel, companheiro de equipe de Muffato.