Uma importante modificação no regulamento esportivo pode ser introduzida na Stock Car V8 já neste domingo no Autódromo de Tarumã, durante a terceira etapa da temporada. A parada obrigatória para reabastecimento, criada há dois anos para “apimentar” as provas e a transmissão de TV, está sob fogo cruzado por parte dos pilotos e deverá ser extinta. No caso de Tarumã, por questões de segurança, já que a área dos boxes é de reduzidas dimensões, espera-se que a direção de prova anuncie amanhã que ela deixará de ser exigida.
Os carros permaneceram parados nos boxes nesta sexta-feira por causa da chuva. Apesar do asfalto novo, as áreas de escape continuam escassas e oferecem sérios riscos em caso de escapada da pista. Os pilotos se reuniram – e elegeram por unanimidade Raul Boesel, da Repsol, como seus representantes perante os organizadores – para ouvir as explicações do diretor de prova Carlos Montagner sobre os motivos do cancelamento dos ensaios e aproveitaram para discutir outras questões. O reabastecimento foi um deles.
“A opinião geral é de que a parada para reabastecimento não está atendendo aos objetivos imaginados. Uma alternativa seria a redução da janela para a entrada nos boxes, que no caso da recente prova de Interlagos foi muito longa. Duas ou três voltas seriam suficientes, provocariam uma agitação nos boxes e seriam interessantes para o público no autódromo e para a TV. Mas a maioria quer simplesmente que a corrida não sofra interrupções. Em Interlagos, a prova estava bastante competitiva até à parada. Depois, os carros ficaram espaçados e as disputas praticamente acabaram”, lembrou Boesel. A decisão sobre a manutenção do pit stop deverá ser anunciada brevemente.
Como representante dos pilotos, Boesel quer influir especialmente no item da segurança. Como ele lembrou hoje, o problema de Tarumã não é sua conhecida característica de alta velocidade. “Uma pista pode ser de baixa e insegura. A questão em Tarumã é a falta de áreas de escape compatíveis com a velocidade do circuito. Em alguns pontos, como as curvas 1 e 9, é impossível sair da pista e não bater”, justificou