Corrida 1:
A primeira prova do dia foi o momento crítico do fim de semana. Na nona volta, o motor do carro de Thiago Camilo, que ocupava a segunda colocação, parou de funcionar na entrada da reta dos boxes. Com o piloto devagar, o resultado foi assustador. Disputando posição com Rafa Matos, Felipe Fraga não viu Camilo praticamente parado e acertou o carro #21 a mais de 200 km/h. A direção de prova optou por paralisar a disputa com bandeira vermelha, para que os pilotos envolvidos no acidente pudessem ser socorridos da maneira adequada.
Fraga e Camilo foram encaminhados para o Hospital Marcelino Champagnat, onde passaram por exames. Os dois pilotos não sofreram nenhuma fratura, mas passarão a noite sob observação.
Voltando à pista, Serrinha largou em sétimo e ganhou duas posições na primeira volta. Cinco passagens mais tarde, o paulista superou Átila Abreu para pular para a quarta colocação. Quando a prova teve continuidade, Serrinha manteve o terceiro lugar até a bandeirada final.
Já Laurens Vanthoor, que substituiu o pentacampeão, Cacá Bueno, não teve sorte. Logo no início da prova, o belga se viu forçado a ir para a fora da pista depois que Rubens Barrichello foi tocado por Ricardo Maurício e rodou a sua frente. Este foi apenas o primeiro problema que Vanthoor teria nas provas deste domingo.
Na segunda volta, Valdeno Brito, com quem o belga dividiu o carro na corrida de duplas na abertura da temporada, acertou o carro #91 no “S de Baixa”, fazendo com que o estrangeiro caísse para a última colocação. Vanthoor começou uma prova de recuperação, que seria interrompida quando o capô voou na reta, obrigando-o a fazer uma parada não programada, fazendo com que terminasse na 20ª colocação.
Corrida 2:
Com as posições invertidas entre os dez primeiros para a segunda corrida do dia, Serrinha largou em oitavo, mas não demorou para assumir a quinta posição. A partir daí, o piloto do carro #29 passou a disputar com Julio Campos. Os dois foram beneficiados com um pneu furado no carro de Átila Abreu e a luta passou a valer um lugar no pódio. No fim, Serrinha teve de lidar com um problema de combustível e optou por não forçar o ritmo para completar a segunda corrida do dia em quarto lugar e somar pontos importantes no campeonato. Vanthoor voltou a ter problema no capô e, com a visão comprometida, optou por recolher o carro #91 antes do fim da prova.
A sétima etapa da temporada 2015 da Stock Car é a Corrida do Milhão, que acontece em duas semanas, em Goiânia (GO).
ABRE ASPAS:
Daniel Serra, Red Bull Racing #29 – P3 e P4: “O terceiro lugar, depois de largar em sétimo, foi um resultado muito bom. Consegui me posicionar bem na largada para ganhar duas posições e depois tinha um bom ritmo para atacar o Átila (Abreu) para pular para terceiro, com o problema do Thiago (Camilo). Na segunda corrida também tive um bom começo, ganhando posições. Estava em quarto, disputando com o Julio (Campos) e nas últimas cinco voltas o painel começou a acusar que estava com falta de combustível. Dali para frente, comecei a tirar o pé bem antes das curvas, para chegar até o final para não jogar fora os pontos, que me fizeram voltar de vez para a briga do campeonato, depois de um começo de ano em que somamos apenas um ponto nas duas primeiras etapas”
“Não vi o que aconteceu no acidente (entre o Felipe Fraga e o Thiago Camilo), pois já tinha ultrapassado o Thiago na entrada da reta, quando ele teve um problema. Ainda bem que parece estar tudo bem com eles, sem nenhuma fratura ou nada de mais grave. Agora é torcer para que eles voltem o mais rápido possível”
Laurens Vanthoor (Bélgica), Red Bull Racing #91 – P20 e Não Completou: ““O fim de semana foi uma experiência diferente. Correr contra os melhores pilotos brasileiros, com um carro que eles conhecem muito bem, em um circuito que nunca tinha corrido, foi bastante interessante. Comecei a me entender mais com o carro ontem (sábado), durante a classificação. Hoje não foi como gostaria. Na largada, tive que desviar do (Rubens) Barrichello e perdi algumas posições, depois o Valdeno (Brito) me acertou, do nada, e caí para o último lugar. Consegui me recuperar ao longo da corrida, mas o capô acabou voando no meio da reta e aí já era. Na segunda corrida, larguei do box e estava me recuperando, mas o capô se soltou, de novo, e estava com muito pouca visibilidade e, por segurança, achei melhor parar”
“Estava um pouco mais atrás quando aconteceu o acidente. Só vi a fumaça e as peças voando para todos os lados. Quando passei pelos carros acidentados, pensei que algo mais sério tivesse acontecido, mas fico muito feliz de saber que não aconteceu nada mais grave com eles”