Em corridas conturbadas por causa da chuva, Rafa Matos volta a pontuar

Muita chuva, incidentes e confusão, assim foi a sétima rodada dupla da Stock Car que aconteceu neste domingo (31) no Autódromo Internacional de Curitiba, localizado em Pinhais (PR). Não faltou água, rodadas, incidentes, e emoção para os 34 pilotos da principal categoria do automobilismo brasileiro. Com a intervenção do safety car em duas oportunidades e depois com paralisação e encerramento sob bandeira vermelha, a primeira prova não atingiu os 75% de tempo e valeu apenas a metade dos pontos. A vitória ficou com o pole Daniel Serra, que faturou 12 pontos. A segunda prova aconteceu, com uma chuva mais amena e depois de uma longa pausa, de mais de 1h30, e teve como vencedor Ricardo Maurício, essa corrida teve sua duração e pontuação normal. Átila Abreu segue na liderança, com 119,5 pontos. A próxima etapa será no Velopark, no dia 14 de setembro.

Na equipe Hot Car Competições (Bardahl), depois de um sábado complicado na classificação, Felipe Lapenna saiu do 24º posto e Rafa Matos da 28ª posição, posição da primeira corrida, os pilotos souberam escapar de incidentes para terminar as duas corridas com os carros intactos. Felipe foi o 21º na corrida 1, a uma posição dos pontos, enquanto Rafa ficou em 22º. Na corrida 2, o mineiro Matos ainda terminou na zona de pontuação, em 12º, conquistando três pontos no campeonato. Lapenna, com problemas no para-brisa completou a segunda prova em 23º.

Um domingo para lá de inusitado, onde a chuva, o volume de água e as condições climáticas ditaram o ritmo e duração das corridas em Curitiba. A primeira prova foi iniciada com safety car, mas as duas tentativas de reinício da prova foram sem sucesso e a direção da prova acionou a bandeira vermelha, na abertura da volta 12. A corrida ficou paralisada por mais de 1h30 e depois desse tempo, com a chuva mais amena, a direção decidiu encerrar a disputa em bandeira vermelha, com 12 voltas, ou seja, menos de 75% do tempo de prova, com isso, a pontuação valeu apenas a metade e o vencedor Daniel Serra somou 12 pontos.

A direção de prova decidiu realizar a segunda prova, já que a chuva tinha dado uma trégua. E valeu a formação de grid da primeira corrida, com os 10 primeiros largando em posição inversa, e Ricardo Maurício saiu na frente na corrida 2, já que foi o décimo na corrida 1. Felipe Lapenna saiu de 21º e Rafa Matos, logo atrás, em 22º. A largada da corrida 2 também aconteceu com safety car. E, ainda com pista molhada, também contou com intervenções do safety car. Mesmo assim, houve disputa por posições e alguns pegas. Um deles foi eletrizante entre Ricardo Maurício e Rubens Barrichello, pela liderança da prova.

No pelotão intermediário, Rafa Matos soube arriscar e conseguiu subir dez posições com relação à largada da segunda corrida e terminou em 12º. Felipe Lapenna também tinha chances de avançar, mas teve problemas com o para-brisa e preferiu não arriscar. Terminando em 23º.

Amadeu Rodrigues, chefe da equipe Hot Car, considerou um risco a largada da primeira corrida nessas condições de chuva forte. No final, avaliou o resultado da segunda prova como positivo. “Realmente a primeira corrida não tinha condições de acontecer, estava bem perigoso para todos. Os pilotos estavam sem visibilidade, e a pista estava bem complicada. Felizmente não aconteceu nada com ninguém, mas foi no risco, um risco desnecessário. Na minha opinião, a direção não deveria ter permitido a largada. Na segunda corrida, a chuva estava parando, mas a pista ainda estava bem molhada. O Rafa buscou uma recuperação, mas com safety car e uma corrida curta, não deu para ir mais além. Pela situação, o resultado foi muito bom”, disse Rodrigues.

O piloto de Belo Horizonte concordou com seu chefe de equipe, e disse que pela situação, ter voltado a pontuar foi importante. “Considerando a nossa posição original de largada (28º na corrida 1) posso dizer que foi bom. Na primeira corrida ninguém conseguiu fazer nada. Já na corrida 2 eu consegui ir para frente, arrisquei um pouco, fiz algumas ultrapassagens e chegamos em 12º. Salvamos alguns pontos e terminamos com o carro intacto, o que foi bem importante”, observou o dono do bólido #2.

Para Felipe Lapenna, a chuva complicou bastante as duas corridas. E com alguns imprevistos em seu equipamento, ele preferiu não arriscar e recolher com o carro inteiro. “Hoje foi um dia bem atípico. A primeira corrida praticamente não existiu. Ficamos atrás do safety car e ninguém conseguiu fazer nada. Na segunda corrida consegui fazer uma boa largada, superei um ou dois concorrentes e até tinha bom ritmo, mas meu para brisa parou de funcionar e eu não enxergava nada, como não tinha tempo de reação, preferi não arriscar sem necessidade e recolhi quase no final, com o carro inteiro”, contou o paulista do carro #110.