Paranaense Wagner Ebrahim comenta sobre o Astra V8

Estreante no Campeonato Brasileiro de Stock Car V8, que terá a prova de abertura disputada a partir das 10h30 deste domingo (28/3) em Pinhais (PR), o paranaense Wagner Ebrahim (Valorem) teve sua primeira experiência com um carro de Turismo nos treinos coletivos que estão sendo realizados no Autódromo Internacional de Curitiba, desde a última quarta-feira. “É bem diferente do que eu estava acostumado, pois sempre corri de Fórmula. O engraçado é que até os problemas são diferentes!”, diverte-se o curitibano, que deu poucas voltas nos treinos, em virtude do grande numero de adaptações e ajustes que a equipe Diretriz/Valorem está precisando fazer no batizado do novo Astra Sedan V8.

A maior diferença que Wagner Ebrahim encontrou em relação aos outros carros de corridas em que já competiu, foi justamente no habitáculo do piloto, que obviamente é totalmente fechado. “Não tem circulação de ar dentro do carro, justamente para melhorar a aerodinâmica do Astra. Por isso, lá dentro é muito quente, abafado, e isto acaba provocando um pouco de cansaço”, admite o piloto, que tem pouca massa muscular e preparo físico de atleta. No entanto, justamente a carroceria fechada do novo Astra Sedan é o que está causando mais problemas para o carro 74 da Diretriz/Valorem. “Como recebemos a nova carroceria a pouco tempo, tivemos que mudar o painel, todo os chapeamento, as fixações, e isto demanda muito tempo para fazer os ajustes e deixar tudo bem feito”, explicou Duda Pamplona, que nesta prova está atuando como chefe de equipe de Wagner Ebrahim. “O pior é que os problemas só aparecem quando entramos na pista. Por isso, estamos acertando vários detalhesínhos, que são demorados”, justifica por deixar o carro amarelo mais tempo nos boxes do que na pista.

Muito entusiasmado com a nova experiência em sua carreira, Wagner Ebrahim acha que ainda é cedo para opinar com mais clareza sobre as reações e desempenho do Astra V8 da Stock Car, com 450 cavalos de potência. “Da estabilidade eu ainda não posso falar nada, pois andei bem devagar nas curvas, e a carroceria estava raspando nos pneus. Mas quanto a potência, eu me adaptei facilmente, pois já corri com carros potentes. E por causa do peso do Stock Car, ele não dá muito soco nas costas”, exemplifica o piloto de 26 anos de idade. “O freio é estranho, pois quando está frio, ele atua bem, e depois de duas voltas, é preciso aplicar muita força para parar o carro. Precisa tem uma forte musculatura na coxa e na panturrilha, mas não é nada difícil”, continua Wagner. “O câmbio que estou usando é em H, e não o seqüencial, ao qual eu já estava acostumado. Então, a diferença é que aí se perde um pouquinho de tempo, mas nada de extraordinário”, encerrou o experiente piloto de monoposto, que durante nove anos disputou categorias internacionais.

O treino coletivo da Stock Car prosseguirá na tarde desta quinta-feira, das 13h30 até 16h30, com três sessões de 1h15 cada. Na sexta-feira serão realizados os treinos livres já no circuito externo, e no sábado haverá a definição do grid de largada.