Sem direção hidráulica nas voltas finais, Átila Abreu sobe 3 posições

“O final foi na raça”

O comentário de Átila Abreu logo após receber a bandeira quadriculada em sexto lugar na corrida de Salvador da Stock Car ilustra o esforço que o piloto da equipe Mobil Super Pioneer Racing teve que fazer para avançar três posições no campeonato. Muito festejado pelos membros do time, ele agora é sexto na classificação, com 75 pontos.

O motivo do esforço extra foi a quebra no sistema de direção hidráulica do carro #51 nas últimas seis voltas da corrida, disputada sob forte calor na capital baiana.

“Pouco antes do safety car na volta 24, a direção parou de funcionar. Ficou muito difícil e no fim eu só torcia para acabar logo. Foi bem desgastante fisicamente. Hoje a gente não tinha um equipamento para vencer a corrida, mas daria para brigar um pouco mais à frente. No fim das contas, foi positivo terminar novamente entre os 10 do jeito que foi a prova. Precisamos ter atenção, já que hoje poderíamos ter tido uma outra quebra, que teria prejudicado bastante no campeonato”, comentou o piloto sorocabano, que largou na quinta posição.

Ele conservou a posição depois da luz verde e nas duas voltas iniciais partiu para o ataque pelo quarto posto, se aproximando de Luciano Burti. O carro #14 não apenas sustentou a posição à frente de Átila, como ainda conseguiu a ultrapassagem sobre Cacá Bueno.

Estável em quinto lugar entre as voltas 7 e 16, o piloto da equipe Mobil Super Pioneer Racing se aproximou do adversário do carro #0 e chegou brigar pela posição. A disputa permitiu a chegada de Ricardo Maurício e com isso Átila precisou dividir as atenções entre brigar pelo quarto posto e defender o quinto do carro #90.

Na volta 24, já com problemas no carro, houve uma perda de potência e foi impossível Átila segurar a posição. Pouco depois o safety car entrou em ação, após um competidor abandonar com o carro sobre a zebra numa das curvas do circuito soteropolitano.

Na relargada Átila tratou de defender a setxa posição, a esta altura já lutando para conduzir o carro sem direção hidráulica. “Na pista de rua normalmente o trabalho do piloto é mais intenso e ficou bem difícil naquela situação. Ainda sofri uns toques do carro que vinha atrás, o que complicou mais ainda o quadro. Sorte que deu para segurar ali, e o outro safety car no final foi muito bom para a gente.”

Companheiro do piloto sorocabano na equipe Mobil Super Pioneer Racing, Nonô Figueiredo viu o carro #11 melhorar durante a prova.

Apesar de ter abandonado a prova por quebra de suspensão, ele exaltou o acerto do carro: “O equipamento que eu tive no final de semana poucos pilotos tiveram. Quando quebrei, estava em 16º e ainda podia acionar o Push to Pass mais quatro vezes. Talvez desse para chegar entre os dez primeiros e isso saindo na 24ª posição seria uma vitória. Infelizmente passei por uma zebra e não terminei a prova, mas a equipe trabalhou muito bem, está de parabéns. Agora vamos focar na etapa de Cascavel”.