Pole-position, melhor volta e vitória de ponta-a-ponta. O fim de semana em Jacarepaguá não poderia ter sido melhor para Allam Khodair. O Japonês Voador “tirou a zica” das corridas anteriores e subiu no alto do pódio pela primeira vez não só em 2012, mas também com o carro da SER-Glass Vogel, equipe que integra desde o ano passado.
“Perfeito. Essa palavra define o fim de semana. Estou feliz por um lado, mas triste por outro, pois um autódromo como esse, que faz parte da história do nosso país, na cidade mais turística, acabará por falta de incentivo”, comenta Khodair, que também venceu em Jacarepaguá a bordo de um carro da extinta Fórmula Renault.
Com uma pilotagem intocável e dominante, Khodair manteve-se em primeiro na largada e imprimiu um ritmo forte nas primeiras voltas, abrindo uma vantagem de dez segundos e administrando o resultado até a bandeirada, levando em conta as disputas que aconteciam entre seus concorrentes mais próximos. Com o resultado, Khodair soma sua terceira vitória seguida em competições nacionais (ele ganhou, em parceria com Marcelo Hahn, a última rodada dupla do Brasileiro de GT, em Interlagos).
“Senti que o carro estava bom logo na primeira volta, e busquei administrar para não traciona forte. Na terceira volta estava com um ritmo melhor que o do Ricardo e apertei um pouco. Abri alguns segundos e depois administrei na parte da tração. Mesmo assim, surpreendentemente, abrimos vantagem. A gente arriscou um acerto na corrida e deu certo. O carro estava perfeito”
Contudo, apesar das aparências, não foi uma corrida fácil, de acordo com o Japonês Voador. “A maior tensão é a incógnita com os pneus. A gente chegou a pensar em trocar os pneus traseiros, mesmo sem parada obrigatória, mas o carro estava bom até o final. A largada sempre é tensa, mas consegui largar bem, mesmo com um Max bem agressivo”, destaca.
A vitória no Rio pode até ser um alívio para Khodair, mas o piloto de 31 anos sabe que tem muito chão pela frente se quiser brigar diretamente pelo título: atualmente é o 13°, com 42 pontos. “Te falo que não recuperei o campeonato inteiro, pois esta pontuação nova complica e favorece a mediocridade dos pilotos, já que ajuda quem chega em décimo, 12º, por exemplo. É difícil recuperar, mas temos um carro bom e a última etapa vale o dobro. A meta é fizer boas corridas seguidas e chegar na última corrida com condições de brigar pelo campeonato”, completa.