A Stock Car começa sua temporada 2011 no próximo fim-de-semana no mesmo traçado misto de 3695 metros do Autódromo de Curitiba em que terminou a temporada 2010. O pole position daquela corrida, porém, acredita que terá que partir praticamente do zero para repetir a boa performance.
Thiago Camilo continua com as cores amarelo e azul da Ipiranga e um Vectra de número 21, mas depois de sete temporadas trocou a Vogel pela RCM de Rosinei Campos, o Meinha. Esta não é a única mudança. “Além de o composto dos pneus ter mudado, Curitiba passou por um recapeamento no início do ano, e o asfalto está bastante diferente, mais parecido com o de Interlagos. Somando pneu novo e asfalto novo, o acerto que as equipes tinham em dezembro não será jogado fora, mas será apenas um ponto de partida, os carros terão que ser muito mexidos”.
André Bragantini (pai), chefe da equipe RCM, explica mais detalhadamente o que mudou. “O asfalto de Curitiba ficou muito parecido com o de Interlagos. Teremos mais aderência, em compensação a pista deve estar mais abrasiva. Isto será um pouco compensado pelo fato de os pneus para esta temporada serem mais duros, mas de qualquer forma o acerto de suspensão vai mudar muito. Por um lado, como temos o Thiago Camilo estreando na equipe, isso vai ser positivo porque todo mundo vai ter que partir mais de trás no acerto, e podemos recuperar mais facilmente um possível menor entrosamento. Por outro lado esta é uma pista onde temos um excelente acerto – Valdeno Brito fez a pole position, ganhou a corrida e fez a volta mais rápida pela RCM em 2009 – e vamos ter que refazer tudo”, diz o paulista radicado há seis anos na capital do Paraná.
