A equipe Hot Car Competições (Agecom / Bardahl) deixa o GP Bahia, disputado neste domingo (dia 15), em Salvador, sem o resultado esperado. Depois do pódio de Antonio Pizzonia em Ribeirão Preto, na 5ª etapa da temporada, o time buscava manter a boa performance na 6ª corrida do ano. No entanto, alguns problemas impediram a equipe de alcançar o seu objetivo.
A vitória, pela segunda vez consecutiva nesta pista, ficou com o tricampeão Cacá Bueno, que completou as 38 voltas em 50min02s032. Thiago Camilo, em segundo, e Duda Pamplona, em terceiro, completaram o pódio baiano.
Na Hot Car, Pizzonia saiu da pista após 23 voltas, bateu e não completou a prova. Ricardo Sperafico, que substituiu Betinho Gresse nesta etapa – o piloto quebrou a clavícula direita – teve problemas com o equilíbrio do carro e cometeu alguns erros que o deixaram em 17º lugar.
“Foi uma pena. Trabalhamos muito, fizemos algumas mudanças nos carros para a corrida, mas agora só nos resta correr atrás do prejuízo em São Paulo”, comentou Amadeu Rodrigues, chefe da Hot Car, lembrando que a 7ª etapa da temporada acontecerá em Interlagos, no dia 5 de setembro.
Pizzonia largou na 16ª posição e se manteve no pelotão, em busca da zona de pontos. Após sua parada para o reabastecimento, o piloto voltou para a pista e tentava uma ultrapassagem, quando passou pela sujeira no traçado, escapou e bateu.
“Um final de semana para esquecer, principalmente depois de uma corrida tão boa em Ribeirão. Não conseguimos extrair o melhor do carro nesta pista e o que me preocupa é que ele reagiu de uma maneira, durante a prova, como nunca havia acontecido. Temos de descobrir o que ocorreu e partir para a próxima”, comentou Pizzonia.
Sperafico, que não disputava uma corrida desde dezembro de 2009, também cometeu um erro que o impediu de chegar mais à frente. Logo após o pit stop, o piloto tracionou muito na reta e chegou embalado na curva. Foi preciso frear forte e o carro acabou rodando.
“Foi bom para entrar no ritmo. Infelizmente, em virtude de alguns erros que cometi, não conseguimos pontuar”, lamentou Sperafico. “O carro não se comportou muito bem, mas consegui me manter na pista e conhecer melhor o carro deste ano”, continuou o piloto. “O push-to-pass está bem diferente. É uma ‘arma’ mais eficiente para a ultrapassagem”, destacou.