Pizzonia larga em quarto em Ribeirão Preto

O amazonense Antonio Pizzonia, da equipe Hot Car Competições (Agecom/Bardahl), conquistou neste sábado (dia 5) sua melhor posição no grid de largada na temporada 2010 da Copa Caixa Stock Car. O piloto parte da quarta colocação na etapa deste domingo (6), que terá sua largada às 11 horas, ao vivo pela TV Globo.

A pole position ficou com o líder do campeonato Átila Abreu, seguido por Ricardo Maurício e Xandinho Negrão. Betinho Gresse, também da Hot Car, foi um dos primeiros a ir para a pista no classificatório e terminou em 23º. Em virtude da chuva que caiu pela manhã na cidade do interior paulista e para melhor segurança no circuito de rua, o treino que definiu o grid teve seu formato modificado e não houve a disputa dos três classificatórios.

Os pilotos foram para a pista de três em três, de acordo com a ordem inversa da classificação do campeonato, sem direito de abortar a volta, sob qualquer pretexto. Cada piloto realizou uma volta completa de aquecimento, duas voltas cronometradas e uma de desaceleração para retorno imediato ao Parque Fechado.

Apesar de satisfeito com o quarto tempo, Pizzonia afirmou que poderia ter brigado pela pole. Na sua saída, uma bandeira vermelha provacada pelo piloto Tarso Marques, abortou as tentativas de voltas rápidas de Pizzonia. O piloto só pôde voltar para a pista ao final da sessão, mas não foi permitida a troca dos pneus.

“É uma grande evolução, nosso melhor resultado na temporada no classificatório, o que nos deixa muito confiantes. Mas foi frustrante não ter a chance de usar pneus novos. Depois da bandeira vermelha, não foi permitido trocar os pneus para a minha tentativa e é uma desvantagem incomparável sair com pneu zero. Se eu tivesse a mesma condição dos outros pilotos, poderia brigar pela pole”, comentou Pizzonia.

“Amanhã, tudo pode acontecer. Essa é a pista mais difícil para se ultrapassar no calendário e era importante largar na frente. Agora temos de estar bem focados na estratégia para a corrida, nos procedimentos de troca de pneus, se necessária, e reabastecimento”, lembrou o amazonense.

Gresse, que pela manhã foi o mais rápido de seu grupo na chuva, lamentou as condições atípicas que enfrentou. “Sei que tínhamos condições de largar mais à frente. Ontem, sem passar pneus novos, eu virei um bom tempo. Hoje, pela manhã, andei na chuva e os dados que eu tinha do carro era de uma pista 7 segundos mais lenta. Foi uma soma de fatores, que me levaram a entrar na pista sem referências”, explicou.

“Para a corrida, o objetivo é desviar das batidas e ficar na pista até o final para tentar marcar pontos”, completou Gresse.