O paulista Átila Abreu (AMG) arrancou à força a pole da quinta etapa da Stock Car, marcada para amanhã na inauguração do circuito de rua de Ribeirão Preto. Numa sessão classificatória com formato modificado por medida de precaução com a possibilidade de falta de peças sobressalentes em caso de batidas – cada piloto deu duas voltas cronometradas e o sistema de superpole com os seis melhores foi cancelado -, o líder do campeonato chegou a acertar o muro antes de cravar o melhor tempo da sessão única e relegar Ricardo Maurício (RC) para a segunda posição. “Para fazer tempo aqui, tem de andar forte, e não foi à toa que toquei duas vezes na parede”, festejou Abreu, ainda em busca da primeira vitória na Stock Car.
A segunda fila será aberta por Xandinho Negrão. Em seu resultado mais expressivo desde a estreia no ano passado, o piloto da Equipe Medley chegou a liderar boa parte da tomada. Com apreensão, acompanhou o restante da prática, mas já consciente de que seria difícil segurar a colocação. “Talvez eu estivesse com o carro certo na hora errada. Entrei na pista no meio do qualifying e o asfalto só foi melhorando até o final”, comentou Xandinho, levemente decepcionado, mas por outro lado satisfeito com o terceiro lugar. “Fizemos um bom trabalho e andei na frente em todos os meus treinos”, lembrou.
Xandinho está em 13º no campeonato e somente os 10 primeiros decidirão o título nas últimas quatro etapas. “O principal, aqui, é marcar pontos, porque preciso descontar a diferença para o pessoal da frente. Mas é claro que as perspectivas são boas. Aliás, sair em terceiro, com o formato de saídas em movimento da Stock Car, é sempre melhor do que em segundo. Vou grudar no grandão (Átila) na largada e procurar não deixá-lo escapar. Temos também de estudar a estratégia mais adequada para reabastecimento”, lembrou.
Abreu partirá de uma posição privilegiada, já que as ultrapassagens serão raríssimas num traçado estreito, curto (2.270 metros) e sem áreas de escape. “Não tem nada definido. A categoria é equilibrada e tem vários pilotos andando junto. Os muros estão sempre próximos e muita coisa ainda pode acontecer”, ressalvou.