Depois de um oitavo lugar em Interlagos e do abandono em Curitiba após um acidente na largada, Júlio Campos colheu na última etapa, disputada no dia 2 de maio na pista gaúcha do Velopark, seu melhor resultado na Copa Caixa Stock Car. Depois do terceiro lugar, o piloto paranaense da JF Racing já faz planos para a primeira vitória, resultado que espera poder consolidar já na quarta etapa, neste domingo (23) no Rio de Janeiro.
“Depois do resultado da última etapa, a equipe está bem mais confiante em fazer um trabalho legal”, anima-se Campos. “O segredo pode ser conseguir de novo passar ao Q3, para largar entre os seis primeiros, terminar a corrida entre os cinco. A gente pensa em mais um pódio para ficar ainda mais perto da vaga para o playoff, mas não vou mentir, a meta é mesmo tentar ganhar no Rio. Depende de como vamos ficar no grid”, considera.
Campos recorda que, na corrida no Velopark, teve de lidar com problemas na embreagem do carro. “A embreagem foi piorando e piorando durante a corrida inteira, eu estava mais preocupado em segurar o carro na pista para não quebrar de vez do que em tentar ganhar mais posições. Mas neste ano, seguramente, nós vamos disputar algumas corridas para ganhar. Pode ser no Rio, é uma pista que me agrada bastante”, comenta o piloto.
Para o paulista Alan Hellmeister, companheiro de equipe de Campos, a etapa carioca pode consolidar a conquista dos primeiros pontos na temporada. “A equipe melhorou bastante, deu para ver isso até pelo resultado do Júlio. Eu não consegui marcar nenhum ponto até agora, está na hora de começar a andar bem, também”, ele diz. “Sempre andei bem no Rio, na Fórmula Renault e na Fórmula 3, é hora de um bom resultado”, aposta.
Pela condição de sua participação no campeonato, Hellmeister prefere adotar uma postura de cautela. “Se na corrida eu estiver numa posição marcando pontos, por exemplo, não vou arriscar para correr o risco de jogar tudo fora. Pegue o exemplo de um quinto lugar, que vale bastante pontos, vou me manter bastante conservador na pista, para pontuar”, supõe. “Passei três corridas fora dos pontos, o trabalho agora é por uma reação”.
“A equipe está vivendo um momento muito bom”, concorda Jorge Freitas, chefe da JF Racing. “Depois do pódio do Júlio no Velopark, a meta é, sim, tentar a primeira vitória. E estamos trabalhando, também, para tentar dar ao Alan um carro bom. O Alan está precisando de um pouco mais de sorte, enfrentou problemas e acabou envolvido em acidentes”, diz o chefe da equipe, cujos carros têm as cores de Banco BVA, Cosan e Proauto.