Pizzonia e Gresse “experimentam” o novo Velopark

Quinta-feria de estreia para os pilotos da Copa Caixa Stock Car. Pela primeira vez, os 34 competidores da principal categoria do automobilismo nacional andaram no circuito do Velopark, em Nova Santa Rita (RS). Menor traçado do calendário da categoria (2.162 metros), a disputa na pista gaúcha promete muita emoção na 3ª etapa, que acontecerá neste final de semana.

O mais veloz nos treinos extras desta quinta foi o paulista Átila Abreu (52s481). Na equipe Hot Car Competições (Agecom / Bardahl), Antonio Pizzonia terminou em 16º e Norberto Gresse foi o 28º.

Pizzonia andou no segundo grupo que, em virtude de algumas bandeiras vermelhas, encerrou a sessão já ao anoitecer. Gresse enfrentou problemas com o motor. A dupla, no entanto, ficou satisfeita por ter um treino a mais para conhecer a pista e sanar os problemas que apareceram.

“A pista é nova e tem muita sujeira, o que é normal. Acho que só temos a melhorar, mas o que me preocupou foi uma vibração muito forte que apareceu no final do treino no meu carro. Vamos desmontar tudo agora para ver se conseguimos descobrir o problema”, comentou o amazonense.

Pizzonia também lembrou que como o circuito é pequeno, a chance de ter alguém pela frente e ser atrapalhado é grande. “Acredito que a classificação será bem complicada”, avalia.

“Mas, apesar de pequena, a pista foi muito bem feita. Não tem muitas ondulações, tem área de escape, pontos de ultrapassagem, ficou muito bom”, completou Pizzonia, que usou pneus muito velhos durante o treino extra.

Gresse, que participou do primeiro grupo, acompanhou o treino do companheiro de olho também em seu carro parado nos boxes. Um problema no motor, ainda não desvendado, era o motivo de preopação.

“No final do treino, caiu a pressão do óleo e cortou o motor. Não sabemos ainda o que aconteceu, mas estava saindo fumaça desde o início. Independentemente disso, foi bom esse treino para sentir o equilíbrio do carro. Também usei pneus muito velhos e fica mais difícil avaliar”, continuou Betinho, antes de analisar a questão do tráfego no traçado.

“Hoje, só com 17 carros, já deu para perceber que você cruza o tempo todo com alguém na pista. A corrida vai ser bem tumultuada, com todo mundo bem próximo e muitas ultrapassagens”, finalizou.