Depois de 18 anos, uma prova da Stock Car volta a marcar a inauguração de um autódromo. Tal qual ocorreu com a pista da cidade paranaense de Londrina em 1992, agora é o complexo do Velopark, na gaúcha Nova Santa Rita, que terá a terceira etapa da Copa Caixa marcando a primeira disputa de sua história. Por ser uma pista desconhecida, a programação será aberta um dia antes do habitual, já nesta quinta-feira (29), com sessões extra-oficiais de treinos.
Uma corrida em uma pista desconhecida por todos os pilotos pode gerar um equilíbrio maior, segundo consideração do paulista Alan Hellmeister, que corre na Stock Car com o carro número 2 da JF Racing. “A gente tem levado um pouco de desvantagem em relação às outras equipes que têm pilotos mais experientes, e essa desvantagem deve ser menor no Velopark”, arrisca o piloto, que trabalha na expectativa de conquistar seus primeiros pontos no ano.
Os pilotos da JF Racing vão ao Rio Grande do Sul atrás de recuperação na pontuação. Hellmeister abandonou a primeira etapa em Interlagos por conta de um problema com os freios, que submeteu-o a um acidente, e teve de desistir da corrida seguinte, em Curitiba, diante da pane no sistema hidráulico da direção. O paranaense Júlio Campos, oitavo colocado na primeira etapa, desistiu da segunda depois de ter seu carro avariado após ser tocado pelo de um adversário.
Campos aponta a necessidade de um trabalho mais eficiente nos treinos classificatórios. Nas duas etapas já realizadas, avançou até a segunda das três fases do treino classificatório. “Em São Paulo, fui sétimo no Q1. Em Curitiba, fiquei em sexto. O problema é que, no Q2, a gente não tem conseguido um desempenho bom o bastante. No Velopark, vamos testar algumas conclusões da equipe, acho que dá para ir ao Q2 e pensar em largar entre os oito primeiros”, diz.
Para Hellmeister, a corrida inédita no Velopark representa o momento de uma melhora no resultado. “Antes mesmo do campeonato começar, eu havia dito que esperava encontrar um bom ritmo a partir da terceira ou da quarta corrida, é o que imagino que vá acontecer. Estou à vontade no ambiente da equipe e estamos todos juntos aprendendo a lidar com as circunstâncias”, comenta. Os pilotos da JF Racing têm em seus carros as cores de Banco BVA, Cosan e Proauto.