Camilo e Losacco chegam à Bahia atrás de sorte e pontos

Os pilotos da Ipiranga Racing, Thiago Camilo e Giuliano Losacco, desembarcam amanhã (quinta-feira) em Salvador com o objetivo de iniciar uma marcha de volta à posição que estão historicamente acostumados a ocupar: entre os dez pilotos que disputam o playoff.

Losacco foi campeão em 2004 e 2005, o último ano em que a Stock Car usou o sistema de disputa de pontos corridos e descartes, em que valiam os dez melhores resultados das 12 corridas da temporada. Participou do playoff em 2006 e 2008. Camilo forma, ao lado de Cacá Bueno e Ricardo Maurício, o seletíssimo grupo de pilotos que participaram das três temporadas de playoffs.

Em 2009, Camilo ocupa a 13ª posição no campeonato, com 31 pontos, e Losacco a 14ª, com 24. Seis dos pontos de Camilo foram conquistados nas três vezes em que largou em segundo lugar, nas duas corridas de Interlagos (SP, março e julho), e em Santa Cruz do Sul (RS, maio). “Larguei três vezes na primeira fila e nestas três corridas não cheguei ao fim, por quebras ou acidentes. É muita falta de sorte, mas em um momento vira, e tenho certeza que será na Bahia”, diz o piloto do Vectra número 21 da Ipiranga Vogel, que pensa inclusive em se benzer na Igreja do Bonfim.

Losacco teve um início de ano difícil, a na última corrida – a quinta da temporada, em Interlagos – finalmente encontrou um acerto para o novo Stock Car, que estreou em 2009. “Penamos um pouco até acertar o carro, mas acho que daqui para a frente vamos caminhar na direção do playoff”, diz o piloto do Peugeot número 9 da Ipiranga JF.

Tanto Camilo quanto Losacco não acham que o fato de a Stock Car correr pela primeira vez num circuito de rua possa transformar a corrida numa loteria. “É claro que se você está com bons acertos para os circuitos que já conhece, não vai torcer para andar numa situação desconhecida, mas isto pode ser uma vantagem para mim, porque o Mauro Vogel (chefe da equipe) já mostrou várias vezes que é um dos caras mais rápidos em acertar o carro vindo do zero”, avalia Camilo.

Losacco, que já andou em circuitos de rua no Brasil e nos Estados Unidos, sempre com carros de fórmula, não está mais apreensivo do que numa corrida em autódromo. “Todos dizem que o asfalto está muito bom, e será bom para a categoria correr numa praça nova, numa situação nova e de casa cheia. As corridas de rua podem representar um passo importante na evolução da Stock Car e é legal fazer parte deste crescimento”.