Para Wilson e Maurício, grid pode definir etapa baiana

Max Wilson e Ricardo Maurício, da Eurofarma-RC são pilotos experientes em circuitos de rua, característica da próxima etapa da Copa Nextel Stock Car marcada para o dia 9 de agosto, na Bahia.

“Eu já corri no Brasil, Estados Unidos, Europa. A última vez que corri em um circuito de rua foi no ano passado, na Austrália, pela V8 Supercar”, conta Max Wilson, convidado pela organização da Copa Nextel Stock Car para avaliar o traçado baiano.

O piloto Ricardo Maurício já esteve na China, Macau, entre 97 e 98 competindo pela F-3 e ainda, no tradicional circuito de Mônaco entre 99 e 2002 na categoria F-3000. “O que dá para comparar é o fato de serem mais estreitas, com pouca aderência e pouca área de escape. Tudo isso pede mais atenção dos pilotos, principalmente durante os treinos”, diz Ricardo Maurício.

Segundo o atual campeão da categoria, os treinos livres de sexta e sábado terão importância ainda maior nessa etapa, pois a passagem contínua dos carros é que deve contribuir para a melhor aderência do piso. “À medida que os pneus vão se desgastando, colocam borracha na pista”, explica.

Outra característica é o traçado estreito que dificulta a ultrapassagem dos pilotos e deve mexer com a estratégia de todas as equipes. Para Ricardo Maurício, uma boa classificação no grid de largada pode representar 80% do pódio.

“Isso deve mexer também na estratégia da troca de pneus, a maioria das equipes deve optar por não trocar porque você perde posições e a ultrapassagem na volta é muito difícil”, conta Ricardo Maurício.

A partir de domingo, um novo circuito de rua entra para o currículo dos experientes pilotos da Euforarma-RC. Enquanto não estréiam na chamada “Mônaco brasileira”, Ricardo Maurício e Max Wilson relembram as vitórias que marcaram a carreira.

“Desde criança eu assistia às corridas em Mônaco e sonhava com aquilo. Meu primeiro pódio foi um 3º lugar na F-3000, em 97. Fiquei muito emocionado”, relembra Max Wilson.

“Minha maior lembrança é de Macau, na China. As características do circuito são únicas. De início os carros passam por retas largas depois caem numa sequência de curvas fechadas que tornam qualquer ultrapassagem impossível. Foi lá que disputei e venci a segunda bateria em 1998, pela F-3”, conta Ricardo Maurício.