Pizzonia acredita que o piloto pode fazer a diferença em Santa Cruz

A pista de Santa Cruz do Sul é quase uma unanimidade entre os pilotos que disputam a Copa Nextel Stock Car. Praticamente todos eles gostam da variedade de curvas apresentada nos 3.530 metros do traçado gaúcho, que neste domingo (17/05) recebe a quarta etapa da principal categoria do automobilismo nacional. “Essa é uma pista na qual a o piloto pode fazer uma diferença maior. O circuito é bastante técnico e mais desafiador”, explica o amazonense Antonio Pizzonia (Amir Nasr Racing), quinto colocado no campeonato.

No ano passado, em sua primeira experiência no autódromo, Pizzonia começou bem, terminando o primeiro dia de treinos na liderança. “Eu gostei muito da pista logo de cara, me adaptei bem rápido. Ela é uma pista difícil, e quanto mais difícil, melhor”, conta o competidor que acelera um Peugeot 307. Esta será a primeira vez que o novo carro da Stock Car anda neste circuito. “Apesar de perder velocidade em reta, por ter mais pressão aerodinâmica, ele é mais rápido em curvas, em comparação com o carro do ano passado. Isso vai tornar a pista ainda mais difícil e desafiadora para todos. Acredito que o tempo de volta deve cair”, revela o piloto de Manaus.

Assim como em todas as provas desta primeira metade da temporada, o objetivo de Pizzonia é ficar entre os três primeiros. “Quero voltar ao pódio, estou muito confiante que eu e minha equipe estaremos em condições de brigar pelas primeiras posições”, afirma o titular da Amir Nasr Racing, que foi o terceiro colocado na primeira etapa do certame. No entanto, ele não se esquece de que a regularidade é muito importante. “Temos que lutar ao máximo por boas posições, mas sem esquecer a pontuação do campeonato. Não é o momento de riscos desnecessários que possam comprometer uma posição entre os 10 melhores que disputam a Super Final”, atesta o “Jungle Boy”, como foi conhecido nas pistas internacionais.

Diferentemente das demais etapas do campeonato, Santa Cruz do Sul é uma corrida na qual o frio e a chuva não são surpresas para os pilotos. “A chuva é sempre esperada aqui, e pelo histórico da prova, quando chove acontecem muitos acidentes, muito pelo traçado ser bem técnico e difícil”, conta o amazonense. Apesar de gostar bastante de pilotar com asfalto molhado, ele acredita que nunca dá para avaliar se será bom ou ruim encarar a pista nestas condições. “A chuva pode ajudar e atrapalhar. Eu sempre gostei de pilotar no molhado, mas no momento da definição do grid de largada, a sorte pode influenciar, se você estiver no momento certo ou no momento errado na pista. Já para a corrida, iguala tudo”, conclui.