Correndo em casa, Thiago Marques também aprova mudanças

A etapa da Stock Car deste domingo, em Curitiba, será a segunda do ano, mas terá um gosto de reestreia para muitos pilotos. Após os problemas enfrentados na abertura do campeonato em Interlagos, o novo carro da categoria receberá três soluções para evitar falhas em áreas consideradas críticas.

“As mudanças anunciadas foram bem escolhidas. Os três principais vilões em Interlagos não devem voltar a atacar em Curitiba: a alta temperatura interna, os capôs soltos e o cubo de roda frágil”, diz Thiago Marques (Alpina-Mio-Tek Bond), vítima em Interlagos deste último problema citado.

Entre as novidades que já estarão presentes nos modelos que correrão em Curitiba, destaque para a troca do sistema de escapamento do carro e a inclusão de duas travas extras na parte dianteira, reforçando a fixação do capô.

Outra novidade será no formato da corrida, que terá dois pit stops obrigatórios. Além do reabastecimento, os pilotos também deverão ter uma janela de parada para troca de pneus. Por questões de segurança, este segundo pit foi abolido na prova de abertura.

“É interessante este formato com duas paradas, traz mais emoção para o piloto e, principalmente, para o torcedor. Além disso, aumenta a participação e importância da equipe como um todo na corrida”, afirma o piloto da JF Racing.

Esta será a primeira corrida de Thiago Marques correndo por uma equipe não-curitibana – afinal, ele correu pela paranaense Action Power desde que estreou na Stock Car, em 2002, após ser campeão da Stock Light no ano anterior.

“De certa forma, será estranho estar em uma semana de corrida em Curitiba e não visitar meu carro na oficina, que ficava a menos de um quilômetro da pista. Mas, como eu sou curitibano, continuo correndo em casa e por isso contando com o forte apoio da minha torcida”, diz Thiago Marques, que é patrocinado na Stock Car por Alpina, Mio e Tek Bond.

Vale lembrar que uma eventual vantagem técnica de uma equipe “correndo em casa” é relativa, já que os testes particulares são proibidos por regulamento. “Este raciocino também se aplica ao piloto. Não é porque sou curitibano que levo vantagem nesta pista sobre meus rivais. Na verdade, o nível técnico da Stock é tão alto que todo mundo conhece bem todas as pistas. É por isso que a diferença entre primeiros e últimos não passa de um segundo: é tudo decidido nos detalhes”, explica o paranaense.