Um dos dois estreantes da temporada, juntamente com Max Wilson, Xandinho Negrão está enfrentando uma arrancada na Stock Car muito mais complicada do que poderia imaginar. Os quatro carros dos dois times comandados pelo diretor-técnico Andreas Mattheis – Medley e Red Bull – estão andando muito abaixo do ritmo que garantiu a conquista dos títulos de piloto e equipes de 2008. “Não está fácil”, resumiu Xandinho, que volta ao Brasil depois de passar quatro anos na Europa – três na Fórmula GP2 e um no FIA GT.
Na avaliação de Xandinho, campeão sul-americano de Fórmula 3 em 2004, há um “pênalti” sérios nos carros da Medley e da Red Bull. “Não é apenas uma questão de acerto. Mesmo que estivéssemos com uma receita totalmente diversa dos mais rápidos, a diferença aceitável seria de meio segundo. É algo que ainda não descobrimos. Sei apenas que alguns pilotos dizem fazer a Curva do Mergulho com o pé no fundo do acelerador e eu não chego nem perto disso. No Laranjinha, onde eles estão contornando em 4ª, se eu não usar a 3ª vou dar um pancão”, explicou.
Embora tenha fechado a sexta-feira com o 32º lugar, Xandinho disse que o carro até que apresentou evolução em relação aos ensaios da véspera. “Trabalhamos bastante na frente e o carro melhorou. O problema é que nossos pneus estão perdendo rendimento e os tempos de volta começam a subir rapidamente”, observou. O novo carro, no entanto, já parece mais resistente do que no início da semana. “Está mais confiável. A direção continua apresentando problemas, mas não tive as quebras dos outros dias.”
O companheiro de equipe William Starostik foi outro a atravessar uma sexta-feira difícil e finalizou uma colocação à frente. Na primeira das duas sessões, regressou aos boxes com vazamento de óleo do motor. Diante de tantas atribulações, Xandinho se mostra comedido em relação às tomadas classificatória. “Ainda temos um treino livre pela manhã e no automobilismo as previsões são sempre arriscadas. Além disso, sei da capacidade do Andreas e acredito que nossos carros podem andar mais rápido do que vêm andando. Mas, realisticamente, acho que no momento ficaria satisfeito em largar entre os 15 primeiros.”