O circuito, ele não conhecia. O carro, também não. Mas o ritmo de corrida agradou Mario Romancini em Brasília. Em sua corrida de estréia na Stock Car, o piloto mais jovem da categoria cruzou a linha de chegada em 24º, mas o resultado, nas contas dele, é o de menos. “O importante foi ver que, no início da prova, consegui acompanhar os outros pilotos mais experientes na categoria, que já conhecem as manhas da largada, das paradas de box, essas coisas”, contou.
De fato, nas voltas iniciais ele acompanhou o rendimento dos adversários, mas quando a prova se aproximava do final acabou prejudicado por um problema de motor, que já havia incomodado nos treinos. “Faltou um pouco”, disse. “Eu andava junto com os pilotos do meu grupo, mas não conseguia passar, a velocidade final não era boa”, acrescentou Mario Romancini, de 20 anos. “De qualquer forma, foi uma experiência muito válida pensando no futuro”, concluiu o piloto, que tem contrato até o fim do ano.
Sobre o desgaste de pneus, que forçou alguns pilotos a trocarem os compostos durante a parada, Mario Romancini diz não ter idéia se foi uma estratégia realmente válida, já que ele mesmo não optou por esta ousadia, mas conta que Cacá Bueno, que não tinha nada a perder após uma rodada, estava muito rápido no final, por ter trocado os pneus. “Ele passou por mim muito rápido, estava voando”, revelou. Mesmo assim, o atual bicampeão não foi além de um 17º lugar.