A temperatura média dentro do cockpit de um stock car pode superar facilmente os 50º C, e é este o cenário provável que os 34 inscritos para disputar a décima etapa desta temporada, deverão enfrentar domingo, em Brasília. Este cenário de sauna ambulante, reforçado pelo uso do macacão anti-chama e toda a proteção de segurança usada por Duda Pamplona e pelos pilotos da categoria não são razões suficientes para diminuir a motivação para a corrida do fim de semana. Afinal, como explica o piloto da equipe Officer Motorsport, lá se vão quase dois meses desde a última prova:
“Já estou com saudades de entrar no meu carro… Como os treinos livres são proibidos na Stock Car só podemos acelerar durante os fins de semana de corrida. Nem mesmo o ar quente e seco de Brasília, que vai cobrar um preço alto do nosso preparo físico, me desanima.”
Tanto Duda Pamplona quanto seu companheiro de equipe Nonô Figueiredo estão fora da disputa do título da temporada, mas nem por isso a preparação para a décima etapa do campeonato foi alterada ou menos intensa. Ao contrário, o time dá mostras de trabalhar ainda mais focado, certamente motivado pelo retrospecto da equipe no anel externo do Autódromo Internacional Nelson Piquet: nas últimas duas corridas esteve sempre entre nas primeiras filas do grid, como lembra Nonô Figueiredo:
“Na etapa disputada este ano eu dividi a primeira fila com o Ricardo Maurício, sendo que o Duda também tinha chances de ir para a Q3. No ano passado foi a vez dele conseguir um melhor resultado na classificação e largou em quarto. Na corrida ele estava no bolo da frente até furar o pneu traseiro direito. Neste fim de semana queremos transformar esse potencial em pontos consolidados.”
Esta manhã Duda Pamplona recebeu no box da equipe Officer Motorsport estudantes do curso de mecânica automobilística da escola SENAI de Taguatinga. Realizada desde o início da temporada, esta ação agora conta com o apoio da Goodyear, que também recepcionou os estudantes. Um dos que se destacaram no grupo de 25 estudantes foi Mizael Bruno, de 20 anos, que pela primeira vez visitou o autódromo local:
“Fiquei impressionado com o cuidado dedicado à suspensão dos carros. Como o Duda me explicou, é a parte mais importante do acerto para qualquer pista e praticamente a única onde as equipes podem trabalhar livremente.”