Mesmo atravessando uma fase de resultados abaixo do que permite esperar o desempenho de seus Peugeot 307, a equipe RC3 Bassani encara a Corrida do Milhão com otimismo. O estado de espírito positivo começa pelo dono e diretor técnico da escuderia, o engenheiro Eduardo Bassani, que está certo de que tudo que poderia dar errado já deu, e que uma hora ou outra os imprevistos serão superados pelo trabalho e pela determinação de fazer sempre o melhor.
“Por que não agora?”, perguntava Bassani nesta quinta-feira, acompanhando a montagem dos Peugeot 307 dos pilotos David Muffato, campeão da categoria em 2003, e paulista Pedro Gomes, reconhecido como um dos mais velozes da Stock Car. “Não posso me queixar do material humano”, justificava ele. “Meus pilotos são ótimos tanto no plano profissional quanto no pessoal, e todos meus mecânicos dão o sangue no trabalho. A única coisa que tem faltado neste ano é uma verba mais folgada. Se tivéssemos um orçamento melhor, as quebras que sofremos não teriam ocorrido”.
Bassani se refere a falhas imprevisíveis como a das duas bombas de gasolina que impediram Pedro Gomes de terminar a sexta etapa no segundo lugar que ocupou enquanto esteve na pista. “A bomba principal estava em sua terceira corrida, e o normal é ela durar pelo menos seis. Já a reserva era mais usada. É aí que a falta de verba se manifesta”.
Esta situação, porém, parece estar chegando ao fim. Nesta corrida, os dois Peugeot 307 da RC3 Bassani estrearão o patrocínio de uma marca de cerveja, a Itaipava, que vai permitir, pelo menos, adquirir equipamentos de reserva. “Uma das coisas que faltam são diferenciais extras, tenho só um para cada carro. Isso me impede de arriscar um pouco na redução do atrito. Quando ele é menor, os carros aproveitam melhor a potência e ganham mais velocidade na saída das curvas e, principalmente, nas retas”.
Mesmo assim, David Mufato e Pedro Gomes se mantêm otimistas. Eles aredtam em bons resultados não só na Corrida do Milhão, mas também nas seis corridas que faltam para encerrar o campeonato. “Os carros são ótimos, só faltam detalhes, coisas ínfimas. Uma hora a maré muda”, anima-se Pedro Gomes.
“Estamos evoluindo de corrida a corrida. O Pedro foi quarto em Campo Grande e teria subido no pódio se as bombas não falhassem. Meu caro também estava bom, terminei o primeiro dia em terceiro. A equipe tem muito potencial, na hora que tudo der certo, vamos lá para a frente. Pode ser até aqui no Rio, já que a corrida vai ser muito longa, exigirá experiência e competência dos engenheiros. E isso aqui não falta”, complementa Muffato, refletindo o espírito da equipe.