Inevitavelmente, um assunto dominará as expectativas nos dias que antecedem a sétima etapa da Copa Nextel Stock Car, dia 31/8 no Rio de Janeiro: o prêmio de 1 milhão de dólares destinado ao vencedor.
Na prática, porém, apenas um dos 34 pilotos da categoria será o felizardo, e entre os 33 restantes, garantir uma vaga entre os 10 que se classificam para o play-off que decide o título é igualmente crucial.
Com esse dilema – agressividade em busca da vitória versus conservadorismo atrás dos pontos – que a dupla da Red Bull Racing, Hoover Orsi e Daniel Serra, chega à Cidade Maravilhosa. Atualmente na 16ª e 19ª posições na tabela, com 19 e 17 pontos respectivamente, Hoover e Serrinha seguem na disputa por uma das 10 preciosas vagas do play-off – o 10º posto é ocupado no momento por Popó Bueno, com 31, e a vitória na Stock vale 25.
Claro que ninguém na equipe reclamaria do “troco” extra oferecido ao vencedor no Rio, mas a verdade é que mesmo na mais otimista das hipóteses, somente 50% dos pilotos da Red Bull Racing poderão tornar-se milionários domingo em Jacarepaguá… Além do prêmio inédito, a prova é especial também em duração (1h15, contra 50 minutos das demais etapas) e número de pit stops (dois ao invés de um, com troca de pneus permitida somente no segundo).
Depois do Rio, resta apenas a etapa de Londrina (13/9) para a definição das 10 vagas.
DOIS PONTOS, TRAVESSÃO:
Daniel Serra, Chevrolet Astra #3: “O mais interessante dessa prova é que ainda não está claro qual será a melhor estratégia. Acredito que o treino com número de voltas liberado na sexta-feira vai ser fundamental para avaliar o quanto os pneus desgastam, e mesmo qual a perda em termos de tempo de volta que os pneus mais gastos causam. Na corrida, suportar o calor dentro do carro por 25 minutos a mais também vai ser um desafio que pode fazer diferença nas voltas finais”.
Hoover Orsi, Chevrolet Astra #12: “A não ser que o piloto tenha um carro extraordinariamente equilibrado, acredito que ninguém vai escapar da troca de pneus durante a corrida. Se serão dois ou quatro, não sei – trocar quatro levará entre 10 e 15 segundos a mais, então é uma diferença significativa. Em termos de preparo físico do piloto, acho que a duração extra não preocupa tanto assim – os pilotos de ponta da Stock sempre chegam muito ‘inteiros’ no final das corridas”.
Amir Nasr, chefe da equipe Red Bull Racing: “O fator durabilidade será fundamental no Rio. O atual carro da Stock já chega, em alguns casos, bastante desgastado no fim de uma corrida normal, de 50 minutos, principalmente partes como a embreagem e o câmbio. Com 1h15, poupar equipamento para chegar forte no fim da prova pode ser uma tática interessante”.