Entenda a Corrida do Milhão: JACAREPAGUÁ

Por Carlos Garcia

Um templo do automobilismo brasileiro. Sem exagero algum é assim que se pode definir o autódromo de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde se realizará no próximo dia 31 de agosto a sétima etapa da Copa Nextel Stock Car, a Corrida do Milhão. Em importância o circuito talvez perca apenas para o autódromo de Interlagos, em São Paulo, que recebeu mais provas de Fórmula 1 e decidiu três mundiais.

A década de 80 representou o auge deste local que em 2006, devido às obras para a realização do Pan-Americano do ano seguinte o autódromo passou por reformulações que mutilaram o setor norte e parte da reta oposta. De quase cinco quilômetros, hoje esse que é um dos principais circuitos do país tem apenas cerca de três.

Mais que isso, o Rio de Janeiro disputa com Madri, Chicago e Tóquio o direito de sediar as Olimpíadas de 2016 e, caso conquiste o direito, o autódromo virá abaixo para dar lugar a mais instalações para competições olímpicas. Em seu lugar, a prefeitura do município se comprometeu a construir um novo circuito com instalações que colocariam a cidade novamente em condições de receber a Fórmula 1.

Em meio a tudo isso Jacarepaguá conquistou o direito de sediar a prova de Stock Car que oferecerá ao vencedor o maior prêmio da história do esporte individual brasileiro. Contraditório, mas dá uma sobrevida ao templo de Jacarepaguá. Mesmo com as atuais condições do autódromo, nenhum dos pilotos consultados pela F1Mania.net contesta a escolha.

“Gosto muito do Rio de Janeiro e tenho boas recordações de lá por ter vencido a prova de 2006. A cidade também é o cartão postal do Brasil, o que transforma a escolha em uma excelente opção de marketing”, diz Tarso Marques da Sky Racing. Seu companheiro de equipe apóia a decisão: “Acho bom a prova ser no Rio, pois qualquer evento lá será sempre interessante. O circuito é bom, mesmo depois das mudanças do Pan”.

Destacando o público, os pilotos da Terra Racing citam dois fatores positivos e diferentes com relação à escolha do circuito de Jacarepaguá para sediar a prova do milhão. Rodrigo Sperafico fala sobre o interesse do carioca por automobilismo: “Acho que foi boa a escolha, pois o Rio é um belo cartão postal e este é um grande incentivo para o público da cidade que nunca foi muito entusiasta das corridas”. Felipe Maluhy cita um diferencial da pista: “Será perfeito, pois a pista é ótima para esta prova, inclusive pelo fato do ‘pit-lane’ ser de frente para a arquibancada”. Citando o fato de que os trabalhos de box serão realizados na reta oposta, onde os carros da Fórmula Indy faziam seus trabalhos.

Mas o que paira no ar, mesmo, é o temor que este seja um dos últimos grandes eventos que o autódromo recebe, como se percebe nas declarações do paranaense Thiago Marques da K-Med Racing: “Para mim, a escolha do autódromo é perfeita e tem um sentimento especial, pois foi lá que me consagrei campeão antecipado da Stock Car Light, além disso será um adeus ao autódromo que na minha opinião sempre foi um dos 3 melhores do Brasil”.



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