Entenda a Corrida do Milhão: REGRAS

Por Carlos Garcia

No próximo dia 31 de agosto em Jacarepaguá, um novo capítulo da história do automobilismo brasileiro começará a ser escrito. A sétima etapa da Copa Nextel Stock Car será a “Corrida do Milhão” que, como o próprio nome já diz, premiará o seu vencedor com 1 Milhão de dólares, fato inédito no esporte individual brasileiro.

Uma corrida especial precisa ser saboreada aos poucos e, por isso, deve mesmo demorar mais. Uma corrida mais longa, claro, pede regras diferenciadas. Qualquer semelhança com as “500 Milhas de Indianápolis” não é mera coincidência: Ainda bem.

A começar pelo tempo, 25 minutos a mais que o tradicional, com 1 hora e 15 minutos. Por este motivo, serão necessárias duas janelas de reabastecimento, que acontecerão entre os minutos 20 e 30 e depois entre o 50 e 60. É a chance para pilotos que vêm de trás conseguirem melhorar sua posição e tentarem se colocar entre os líderes.

Como os pneus da Stock Car não foram feitos para durar tanto tempo, a troca dos compostos foi liberada no segundo reabastecimento, apenas após o término do trabalho do mecânico que abastece o carro. Apenas cinco mecânicos – incluindo o abastecedor – poderão participar da sessão e a troca é facultativa, ou seja, quem quiser completar a prova com o mesmo jogo pode fazê-lo, mais uma variável na estratégia dos candidatos a milionários.

A troca facultativa é motivo de polêmica entre alguns pilotos. Os três primeiros colocados na última etapa, Marcos Gomes, Thiago Camilo e Cacá Bueno, acreditam que a troca deve ser obrigatória para que ninguém privilegie a estratégia em detrimento da própria segurança e de outros pilotos. É esperado que pilotos do fundo do pelotão tentem fazer a prova com o mesmo jogo até o final, motivo de temor por parte da Goodyear, a fornecedora oficial de pneus da categoria, que acredita que todos devem fazer a troca.

Entre os cinco pilotos consultados pela F1Mania.net, Tarso Marques (Sky Racing), Luciano Burti (Sky Racing) e Thiago Marques (K-Med Racing) aceitam as regras sem quaisquer problemas por ser uma corrida especial. Já Felipe Maluhy e Rodrigo Sperafico (ambos da Terra Racing) acreditam que o reabastecimento poderia também ser facultativo e não obrigatório.

A verdade é que os pilotos sempre terão mesmo opiniões diferenciadas entre si e até mesmo estratégias discordantes. Em duas ocasiões na prova, os pilotos terão de escolher entre parar no início ou no final da janela de reabastecimento, se trocam ou não pneus na segunda janela e alguns já falam até na possibilidade de se trocar apenas os compostos traseiros, que mais se desgastam, pois são os que dão a tração no carro.

– Trocar um pneu de Stock Car é algo muito demorado, pois a atual roda do carro tem 5 parafusos. No próximo ano, com a adesão do novo carro, a roda terá cubo único como um Fórmula 1 e essa polêmica diminuirá.

E para que nenhuma equipe leve vantagem sobre as outras, apenas mecânicos credenciados na categoria poderão trabalhar na prova. A medida é importante para que ninguém “importe” funcionários habituados a trocar pneus de carros de turismo apenas para esta corrida e, todos deverão entrar no pit-lane com os respectivos documentos de identidade na mão.



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