Motor. Reta. Potência. São as palavras mais ouvidas no box da equipe Panasonic Racing em Curitiba (PR). O time busca superar de todas as formas a falta de rendimento apresentada num circuito que, até por sua configuração, exige perfeição neste sentido, com a maior reta da temporada, equivalente a 40% do traçado. O motor trocado por Ricardo Sperafico no dia anterior não solucionou o problema do piloto. Que voltou a sentir falta de arrancada e velocidade final no treino classificatório deste sábado (17). Daí a 29ª posição no grid. A pole ficou com Valdeno Brito.
“Não conseguimos a melhora esperada para a tomada de tempo. Ainda estamos perdendo muito em termos de velocidade, chegamos até a mexer na parte aerodinâmica para tentar solucionar, mas não deu em nada”, disse o paranaense, que largou em sétimo em Brasília e, agora, só pensa em chegar ao fim da prova. “Para ser sincero, pensamos mais em acertar os detalhes para a próxima corrida, porque para amanhã não dá para fazer muito, além de tentar receber a bandeirada marcando alguns pontos”, comentou, ainda sem saber ao certo qual o problema do carro.
Drama parecido viveu Julio Campos. “Tivemos um problema sério de motor, perdíamos 8 km de reta, no mínimo. Ainda não dá para saber o que é porque não mexemos no carro, mas com certeza atrapalhou tudo”, contou o paranaense, que no último minuto da sessão, na tentativa de avançar um pouco mais, acabou batendo. Vai largar em 23º. “Partindo nesta posição o segredo é não se envolver em nenhum acidente, guiar de forma menos agressiva e esperar para ver se dá para chegar na zona de pontos, que é o objetivo aqui”. A corrida está marcada para às 11h25 com transmissão da Rede Globo.