Mais de quarenta pilotos no mesmo segundo. Quando a competitividade atinge este nível, como nos treinos livres desta sexta-feira, em Curitiba, nada pode dar errado. Um problema no motor, por exemplo, não é nada bem-vindo. Foi o que atrapalhou o primeiro dia de atividades de Felipe Gama em seu retorno à Scuderia 111. Seu propulsor estava comprovadamente com seis cavalos a menos que o do novo companheiro de equipe, Rafael Daniel, o que representa no mínimo três décimos no tempo de volta. O suficiente para colocá-lo no grupo dos dez primeiros.
Terminadas as sessões, a decisão foi imediata. “Vamos trocar de motor”, contou o piloto, que na primeira passagem da Stock Car por Curitiba, em maio, largou em oitavo. “Estava com seis cavalos de desvantagem em relação ao meu companheiro. Pode ser até mais no comparativo com o mais veloz”, revelou. O melhor do dia foi Cacá Bueno com a marca de 51s128. Felipe Gama registrou 51s818 na passagem mais rápida. Ele integra a lista de pilotos que têm preferência pelo traçado misto de Curitiba. “Aqui, muda tudo em relação ao outro. Eu sinceramente não gosto”, afirmou.
Resolvido o problema do motor, a meta de Felipe Gama para a tomada de tempo, que será realizada nesta sexta-feira, às 10h50, é beliscar um lugar entre os quinze primeiros, para aumentar a possibilidade de marcar pontos. No momento, eles seriam preciosos para ganhar posições na tabela. A corrida, no sábado, tem largada marcada para às 10h15, com transmissão ao vivo da Rede Globo. A liderança do campeonato está nas mãos de Cacá Bueno, com 82 pontos, seguido por Thiago Camilo, com 77, e Ricardo Maurício, com 73.